quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Concurso da Polícia Civil do Rio em fevereiro

Prometido desde dezembro/2011, ao que parece, neste mês deve realmente sair o edital do concurso da PCERJ. A banca escolhida foi uma suspresa. Conforme prometido, quando sair o edital publicaremos uma matéria especial sobre este concurso. Veja aqui a matéria anterior publicada na Saga Policial. Continuem firmes nos estudos!  




Edital para concurso de inspetor da Polícia Civil do Rio deve sair este mês

01/02/2012
O lançamento do edital para o concurso público com 600 vagas de inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro está cada vez mais próximo. A instituição assinou contrato com a Fundação Euclides da Cunha (FEC), da Universidade Federal Fluminense (UFF), para a organização da seleção. O documento está pronto e deve ser divulgado na primeira quinzena deste mês.

As inscrições devem ser abertas no mesmo dia da publicação do edital. Para se candidatar às chances de inspetor será preciso ter ensino superior, em qualquer área, e carteira de habilitação categoria B. O salário oferecido é de R$ 2.180,10.

As provas devem ser aplicadas no mês de abril. Quem já quiser ir se preparando pode basear os estudos no conteúdo programático da seleção feita em 2008. Os exames são de Língua Portuguesa, Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal e Processual Penal, além de Legislação.

Após a primeira etapa do concurso, os candidatos também deverão passar por exames físicos, psicotécnico e médico, investigação social e um curso de formação.

Outras seleções
A Polícia Civil também deve fazer seleções para as funções de delegado, perito criminal, papiloscopista e oficial de cartório.
Fonte: Extra Online

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Mundo sem Polícia


O Mundo sem Polícia


30/01/2012 - por Aurílio Nascimento
O canal de TV a cabo “History Channel” exibiu um excelente documentário, com o título “O mundo sem ninguém.” Quais as consequências e os desdobramentos da civilização, se acaso a humanidade desaparecesse? O que iria acontecer em uma hora, em uma semana, em meses, centenas e milhares de anos, caso o homem não mais existisse? O excelente documentário nos leva a reflexão, e por fim, demonstra nossa insignificância perante as forças da natureza. Ao refletir sobre vários episódios, nos quais a polícia é criticada e humilhada, especificamente sobre o mais recente, onde a quase aposentada cantora Rita Lee chama, durante um show em Aracaju, os policiais de “cachorros”, não esquecendo de generalizar a origem materna dos que ali se encontravam para cumprimento da lei, como sendo todos oriundos do baixo meretrício, imaginei como seria, assim como no documentário, um mundo sem polícia. O que aconteceria se, de uma hora para outra, todos os policiais desaparecessem?

Vamos nos ater ao Rio de Janeiro, em um mundo sem policia. Nas primeiras horas, não haveria muita diferença. As pessoas, aos poucos, iriam procurar a certeza de que realmente não mais existia a polícia. Os ricos demonstrariam um pouco de preocupação, ainda sem querer acreditar.

Uma semana sem polícia. Nesta primeira semana, a maioria das pessoas daria início a pequenas transgressões. Os sinais de trânsito não mais seriam respeitados. Os mais afoitos começam a entrar em lojas, restaurantes e supermercados, e de lá sairiam sem pagar. Não agiriam como ladrões, nervosos e correndo. Agiriam com calma e cinismo.

Um mês sem polícia. A Justiça faria uma reunião de emergência. O ponto principal a se discutir seria como viabilizar as decisões dos juízes, sejam prisões, reintegração de posse, ou qualquer cumprimento obrigatório de uma ordem judicial. Não chegaria a nenhuma conclusão, pelo simples fato de que não há mais a polícia para fazer cumprir a lei. Surge um mercado negro efervescente de venda de armas. Todos querem ter uma.

Seis meses sem polícia. Os homicídios multiplicam-se por dez. Os corpos permanecem nas ruas. Não há mais os bombeiros e nem peritos, e nem policiais para investigar. Almas ainda caridosas recolhem os corpos. Os políticos, antes detentores de um imenso poder, são caçados como galinhas gordas, e executados friamente. Alguns oferecem seus bens em troca da vida. Os presídios foram abertos, já que não mais existem guardas, e uma imensa horda de criminosos passa a vagar pelas ruas. As agências bancárias não mais funcionam, face ao grande número de roubos.

Um ano sem polícia. A cidade se torna um caos. Grupos armados passam a dominar ruas e bairros. O dinheiro deixa de circular pela inexistência dos bancos. Os ricos constroem apressadamente bunkers. Não há para onde fugir, pois em todo o mundo não há mais polícia.

Dois anos sem polícia. O comércio como no passado não mais existe. Volta-se ao escambo. A regularidade é o roubo, a extorsão e o homicídio.

Dez anos sem a polícia. A sociedade encontra-se totalmente esfacelada. Todos os sistemas de produção foram dizimados. A população foi reduzida em mais de quarenta por cento, e continua diminuindo face a imensa matança. Mata-se por qualquer motivo, desde uma antiga desavença até mesmo porque não se gostou da forma como o outro nos olhou. Os grupos que se formam tornam-se mais poderosos pela força, expandem seus domínios, e passam a sequestrar e escravizar pessoas, principalmente mulheres. Os homens são obrigados a trabalhos forçados.

Vinte anos sem a polícia. Os limites geográficos antes conhecidos como cidades e bairros não mais existem. Foram reordenados pelos grupos que impuseram seus domínios, e receberam nova denominação. Água, comida e agasalho serão acessíveis apenas aos que possam conseguir pela violência. Os mais fracos mendigam. As mansões e os prédios de luxo foram tomados dos mais ricos. Bandos de vândalos e saqueadores perambulam pela noite, matando, roubando e destruindo. O consumo de drogas é afinal totalmente liberado. A cultura e a produção literária deixaram de existir em dez anos no mundo sem polícia. Os mais novos não aprenderam nem a ler. Aliada aos homicídios generalizados, as doenças matam ainda mais. Não se produz nenhum tipo de remédio, exceto os caseiros. A sociedade como a conhecíamos, com uma policia tentando manter a lei e a ordem, acabou. Prevalece a barbárie, a lei do mais forte. A existência do homem aproxima-se do fim.

No túmulo, a cantora Rita Lee, que dezenas de anos antes chamou os policiais de cachorros e filhos de prostituta, chora ao saber da desgraça, e pede desculpas. Mas agora é tarde. No mundo sem polícia, a sociedade acabou.
Fonte: Extra.globo

sábado, 28 de janeiro de 2012

Policial Rodoviário Federal combate mais do que infrações de trânsito.

Aos amantes da PRF! Sugestão do seguidor Sérgio Koch. Excelente matéria sobre a PRF do estado da Paraíba! Está chegando o Concurso PRF 2012!?

 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Concurso PRF 2009: a continuação!


PRF divulga resultado final da 1ª fase do concurso para 750 vagas

Concurso para policial rodoviário está parado há mais de 2 anos. Seleção será retomada a partir do exame de capacidade física

27/01/2012
A Polícia Rodoviária Federal publicou no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (27) o resultado final da prova objetiva, a nota da redação, a nota final da primeira etapa da primeira fase e classificação do concurso para 750 vagas de policial rodoviário, suspenso há mais de dois anos devido a irregularidades nas provas e descumprimentos contratuais.

A relação traz os candidatos classificados em até 6 vezes o números de vagas por unidade da federação. As listas vão da página 96 até a 112 da Seção 3.

Veja o resultado final das provas objetivas e de redação no DOU.

A partir de agora, a nova organizadora do concurso, que é o Instituto Cetro, e a Coordenação de Ensino da PRF divulgarão, o mais breve possível, editais para iniciar a retomada do concurso.

Nos próximos dias a organizadora divulgará um edital para atualização de dados cadastrais e opção de local para realização das próximas etapas da primeira fase (exame de capacidade física, avaliação psicológica e avaliação de saúde).

Os candidatos aprovados nas provas objetivas e redação serão convocados para a realização do exame de capacidade física e avaliação psicológica, que ocorrerão em dias subsequentes, com datas prováveis na primeira quinzena de fevereiro.

Um acordo firmado em setembro entre a PRF e a Funrio, que garantiu a continuidade do concurso, estabelece que a organizadora continuará responsável pelas demandas judiciais referentes às provas objetiva e de redação, em especial as ações judiciais que envolvam anulação de questões da prova objetiva ou determinação para que os autores possam prosseguir nas demais etapas.

Assim, as demandas devem ser enviadas à Funrio. Conforme o edital de abertura, publicado em 2009, para os exames de capacidade física e avaliação psicológica serão convocados três vezes o número de vagas, ou seja, 2.250 candidatos.

Já para a avaliação médica serão até 1.500 candidatos, os melhores colocados e aptos na fase anterior (capacidade física e avaliação psicológica). Destes, 750 serão chamados para o Curso de Formação Profissional, com duração de cerca de 3 meses.

Na avaliação de saúde os exames apresentados devem ter sido realizados há no máximo 180 dias.

Novos concursos
Sobre a realização de novos concursos, a PRF informou que recentemente o Ministro da Justiça divulgou que pretende realizar concurso para ingresso de 1.500 policiais ainda este ano, mas que, no entanto, depende de aprovação do Ministério do Planejamento.

A administração da PRF afirmou ainda que tem se mobilizado para viabilizar a criação e provimento dos cargos de natureza administrativa. Sobre o tema, para 2012, é esperada a aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei 2.205/2011, que propõe a criação de 1.422 vagas no governo federal, das quais 260 para a área administrativa, para substituir terceirizados.
O cargo de policial rodoviário federal exige nível superior em qualquer área e idade entre 18 e 65 anos. As informações são do G1.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

INFORMAÇÃO SOBRE a REALIZAÇÃO de CONCURSOS PÚBLICOS do DPF/2012 ..!!!

A POLÍCIA FEDERAL está realizando a contratação da entidade que irá organizar e executar os concursos públicos para provimento das 1.200 vagas autorizadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

O cronograma previsto para o preenchimento destas vagas é o seguinte:

1) 500 vagas de Agente (APF) e 100 vagas de Papiloscopista (PPF).

-> Editais de abertura = Fev-2012
-> Início dos Cursos de Formação = Jul/Ago-2012
-> Nomeação = Dez-2012/Jan-2013

2) 150 vagas de Delegado (DPF), 100 vagas de Perito (PCF) e 350 vagas de Escrivão (EPF).

-> Editais de abertura = Mar/Abr-2012
-> Início dos Cursos de Formação = Jan-2013
-> Nomeação = Jun-Jul-2013

Este cronograma poderá ser alterado para contemplar eventuais necessidades administrativas ou ainda por interesse da POLÍCIA FEDERAL.

Demais informações serão divulgadas em breve neste espaço.

23 de janeiro de 2012.

Fonte.: http://www.dpf.gov.br/institucional/concursos/concursos-em-andamento/INFORMACAO%2020120123_.pdf/view

domingo, 22 de janeiro de 2012

Proposta de alteração da lei penal trará modificações em questões polêmicas


Um dos responsáveis pelo novo código, Gilson Dipp diz que a sociedade está madura para mudanças

20/01/2012
A comissão de juristas que prepara o projeto de reforma do Código Penal, a ser entregue em maio à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, decidiu propor a inclusão de dois casos de aborto em que a prática não seria mais considerada crime. Pela proposta, além dos casos de estupro e quando a gestação representa risco à saúde da mãe, também será considerada passível de interrupção a gravidez cujo feto possui uma doença física ou mental irreversível, como a anencefalia, ou quando houve emprego não consentido da técnica de reprodução assistida. “A sociedade brasileira está madura para discutir esse e outros temas”, defende o ministro do Superior Tribunal de Justiça, ministro Gilson Dipp, que preside o grupo de juristas.

Temas não faltam. O aborto está longe de ser o único tema espinhoso, afinal o desafio é atualizar um texto de 1940, recheado de anacronismos como a que fez o caso do mensalão ser tipificado penalmente como formação de quadrilha ou bando, enquanto a própria denúncia já falava em organização criminosa. Gilson Dipp afirma que este será um tipo penal a ser criado. No combate à corrupção, também será criado o tipo para enriquecimento ilícito e a atualização do crime de colarinho branco. “A lei de colarinho branco é uma lei feita por economistas durante a ditadura. Além de malfeita, é de difícil aplicação”, critica Dipp. A reforma do código também pretende criar responsabilidade penal para empresas, como existe na lei ambiental. Com isso, uma pessoa física pode ser responsabilizada quando cometer um crime em nome da pessoa jurídica.

Terrorismo
De olho na Copa de 2014 e nas Olimpíadas, o grupo deve propor a tipificação penal do terrorismo. Além de o Brasil ter assinado convenção na ONU sobre o assunto, a proposta veio à tona pela presença nos dois eventos de Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, que sofreram na pele as consequências desse tipo de crime. O texto incluirá um parágrafo fazendo ressalva sobre a natureza reivindicatória do suposto ato terrorista. A inclusão atende a pressão do PT e de parte do governo, que temem a criminalização dos movimentos sociais. “Evidentemente que isso só se aplica quando os meios sejam compatíveis com sua finalidade”, ressalta o ministro.

O abrandamento da pena para a eutanásia, prática hoje tipificada como homicídio simples, com pena de 20 anos, será acompanhado da mudança sobre a ortotanásia, que deixará de ser crime. Os tabus prometem mexer com as bancadas religiosas, mas o grupo não tem se intimidado com essa perspectiva. “O texto tem que contemplar o Executivo paulista e o ribeirinho do Amazonas”, promete o ministro.

As mudanças em análise

Veja as principais propostas já elaboradas pelos juristas para a reforma do Código Penal.

Aborto — Não seriam mais considerados crimes os casos de anencefalia do feto e os casos de emprego não consentido da técnica de reprodução assistida.
Eutanásia — Não existe no código atual e seria criada como tipo penal, com pena de 3 a 6 anos, muito mais branda do que a tipificação que é aplicada hoje.
Ortotanásia — O desligamento de aparelhos em pacientes vegetativos deixaria de ser crime quando houver pedido do parente mais próximo e atestado de dois médicos sobre morte iminente.
Homofobia — Passaria a ser considerada crime.
Tráfico de pessoas — Ainda fora do código, seria um novo tipo penal, nos casos de tráfico para exploração sexual, trabalho escravo ou tráfico de órgãos.
Endurecimento da lei — O cumprimento da pena antes de um preso sair em condicional teria que ser de um terço e não mais de um sexto da pena.
Crimes cibernéticos — Hoje, esses delitos são tipificados como estelionato ou furto qualificado mediante fraude, mas são praticados de forma muito mais sofisticada.
Terrorismo — Visando à Copa de 2014 e às Olimpíadas, seria criado o tipo penal do terrorismo, mas com ressalvas para impedir a criminalização dos movimentos sociais.
Combate à corrupção – Seria instituído o tipo penal do enriquecimento ilícito e o conceito de organização criminosa, para grupos com sofisticação em sua formação, com hierarquia e divisão de tarefas. Hoje, esses grupos ainda são tipificados como bandos ou quadrilhas.

Três perguntas para - Gilson Dipp, ministro do STJ

Que tipo de anacronismos do Código Penal sumirão com a reforma?
Vamos colocar o texto em conformidade com a Constituição de 1988 e as convenções que o Brasil assinou e que ainda não são atendidas pela lei. Vamos excluir tipificações que não têm por que serem crimes, como infrações administrativas ou disciplinares. O texto é de 1940, então há itens que não fazem sentido, como sofisticadas organizações criminosas serem consideradas bandos ou quadrilhas.

Como os senhores estão enfrentando temas que são tabus no Brasil, como o aborto?
Não há tabu, estamos fazendo a coisa de forma técnica e olhando sempre para a aprovação no Congresso. As pressões de religiosos, de credos filosóficos e sociais, tudo isso dará uma grande discussão. Mas a sociedade brasileira está madura para discutir esses assuntos. Hoje, existe vontade política no Senado para que o assunto avance.

Em temas técnicos, como a eutanásia, a comissão ouviu especialistas?
Não, porque é tudo fruto de estudos antigos, sobre os quais já haviam se debruçado durante anos os próprios juristas integrantes da comissão. Estamos abertos, por meio do site do senado (www.senado.gov.br), para receber sugestões e contribuições de toda a sociedade.
FONTE: Correio Braziliense/ Guilherme Amado

sábado, 21 de janeiro de 2012

Justiça: Candidatos devem reclamar do exame físico antes!

O último concurso da PF teve exame físico de extrema exigência. Procuradores federais afirmam que candidatos devem reclamar antes das provas. Atenção ao próximo concurso da PF!!



Procuradorias comprovam validade de exame físico no concurso da Polícia Federal

19/01/2012
A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve decisão judicial favorável que assegura a legalidade do exame físico no concurso da Polícia Federal para o cargo de escrivão. A avaliação estava sendo questionada por um candidato que realizou a prova em Campo Grande (MS) e foi eliminado por não atingir a distância mínima exigida no teste de impulsão horizontal do exame de aptidão física.

O concurso, regido pelo Edital nº 01/2010-DPG/DPF, foi dividido em duas etapas, a primeira destinada à matrícula no Curso de Formação Profissional e foi executada pelo CESPE/UnB em todas as capitais do país, com provas objetiva e discursiva, avaliação psicológica, exame médico, exame de aptidão física e prova prática de digitação.

A segunda etapa consiste no Curso de Formação Profissional sob a responsabilidade da Academia Nacional de Polícia.

Os procuradores federais afirmaram que o teste de aptidão física está previsto no artigo 8º, inciso IV, do Decreto-Lei nº 2.320/87, que rege os concursos públicos para os cargos policiais, regulamentada pela Instrução Normativa nº 004/2009 – DGP/DPF. Segundo eles, essas normas dão respaldo às exigências mínimas feitas pela Administração e foram baseadas em estudos científicos e na aplicação de testes.

A Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região (PRF1) e a Procuradoria Federal junto à Fundação Universidade de Brasília (PF/FUB) explicaram que a utilização de caixa de areia para a realização do teste de impulsão horizontal foi divulgada com 90 dias de antecedência de realização do exame. Segundo as procuradorias, o objetivo é garantir a segurança do candidato, no intuito de diminuir o impacto da aterrissagem. Segundo elas, os candidatos aceitaram os índices mínimos e esse tipo de piso, pois não se manifestaram contra essas regras.

Os procuradores destacaram ainda que o CESPE/UnB assegurou em todos os locais das provas que as dimensões e características das caixas de areia estivessem de acordo com a instrução normativa e com o edital. Além disso, não permitiu que nenhum candidato, seja de Campo Grande ou dos demais estados, pudesse realizar o teste descalço, como pretendia o autor ação, o que foi negado pelos examinadores. Diante disso, as procuradorias defenderam que o exame de aptidão física foi realizado como previsto pelo edital e em igualdade de condições para todos os candidatos.

O juízo Federal da 11ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal acolheu os argumentos das procuradorias e negou o pedido do autor da ação. “Não vislumbro que tenha sido malferida a proporcionalidade em sentido estrito, pois o sacrifício imposto pelo teste atende à finalidade almejada de melhor seleção de pessoas preparadas para embates físicos em prol da segurança pública e não se mostra como uma escolha administrativa que deva sofrer reparos na seara judicial” diz um trecho da decisão.

A PRF 1ª Região e a PF/FUB são unidades da Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU.

Ref.: Ação Ordinária nº 1747-53.2010.4.01.3400 – 11ª Vara da Seção Judiciária do DF

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Saiba mais da PF: Projeto Oráculo


Aprovado como um investimento estratégico para a Copa do Mundo de futebol de 2014, o projeto Oráculo, do URCC (Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal), tem como objetivo o combate aos crimes de alta tecnologia por meio da inteligência digital. Em fase de seleção de ferramentas, tecnologia e parceiros, ele tem recursos iniciais já destinados pelo governo de R$ 500 mil, mas são esperados mais investimentos visando a sua conclusão em 2013.

“O objetivo é montar uma base de inteligência sobre o panorama de segurança cibernética brasileira, antecipando ameaças e fornecendo informações consolidadas sobre os seus praticantes”, aponta Ivo Carvalho Peixinho, perito criminal federal da Polícia Federal de Brasília. Coordenador do projeto, ele integra o URCC (veja mais no Box: Swat made in Brazil da web) há 4 anos e já trabalhou na RNP (Rede Nacional de Pesquisa).

A gênese do Oráculo está no Projeto Tentáculo, iniciado em 2008 e que conseguiu resultados em operações da Polícia Federal nos últimos anos, ajudando a desbaratar quadrilhas de fraudadores de crimes que utilizam a web em todo o País. A premissa era o desenvolvimento de uma base de dados única, a criação do Grupo Permanente de Análise (GPA) e a instalação dos grupos regionais de combate a fraudes – com 10 deles criados nos Estados.

Polvo inteligente
Com seu desenvolvimento foi possível formar um banco de dados nacional que concentra todas as informações sobre fraudes bancárias encaminhadas pelos bancos; fazer a análise da conexão, da convergência dos dados na base nacional de fraudes (análise de inteligência); e ainda gerar relatórios que subsidiam a instauração de um menor número de inquéritos com maior quantidade e qualidade de informações.

Ainda em 2008, a PF assinou um termo de cooperação técnica com a Caixa Econômica Federal visando o desenvolvimento de projetos e ações de interesse comum, voltados ao treinamento de recursos humanos, desenvolvimento e compartilhamento de tecnologias e informações, bem como o planejamento e desenvolvimento institucional.

Após a celebração deste termo de cooperação, a Caixa passou a enviar as informações das fraudes bancárias via Internet Banking e clonagem contra seus correntistas.

Na boca do caixa
No ano seguinte, um novo acordo foi selado entre a PF e a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) para cooperação técnica, com o repasse por parte dos bancos das informações de fraudes bancárias cometidas contra seus correntistas. E, como desdobramento, foi construído um projeto de BI, com manipulação de dados estatísticos automatizados para extração de dados de inteligência (em andamento), e uma nova base de dados, para recebimento das fraudes das instituições bancárias.

“A partir do Tentáculo, em 2010 concebemos o Oráculo, que é um desdobramento do projeto inicial. E colocamos como meta que ele poderia auxiliar no combate às fraudes nos grandes eventos que teremos. Por isso tivemos esse primeiro aporte com o foco na Copa”, garante Peixinho.
Ele aponta que, como todo o investimento com dinheiro público, e este não seria diferente, foi complicado levantar os recursos financeiros. “Mas a vinculação com a Copa nos ajudou”, diz.

Em desenvolvimento
A fase atual do projeto é de prospecção da tecnologia e dos parceiros, e deve ir até março de 2012. “Já conversamos com fornecedores de diversos segmentos, e o grande desafio é na indexação das informações que queremos analisar. Até porque vamos trabalhar tanto na investigação como na prevenção”, projeta Peixinho, que ainda não tem fechado o montante total que será gasto no projeto.

Nesse levantamento não se exclui a prestação de serviços terceirizados, desde que o gerenciamento continue com o URCC. Entre os parceiros, está sendo conversado um acordo com o Exército, com o departamento de defesa cibernética da corporação. “Eles possuem um foco um pouco diferente do nosso, mas existem pontos comuns e é um alinhamento natural das duas instituições”, revela o coordenador.

As etapas do Projeto Oráculo compreendem depois do levantamento de fontes de informação e tecnologias, o desenvolvimento de sistemas específicos – como de monitoramento ativo e análise criminal; o estabelecimento de convênios; e ainda treinamento e manutenção dos sistemas.

Entre as ferramentas que estão sendo analisadas no momento estão as de prevenção de comportamentos suspeitos, correlação de dados, monitoramento ativo de atividades na internet (chats, redes sociais, blogs etc) e análise e inteligência policial. (veja mais no Box: Nova York contra o crime).

A meta é que o projeto esteja pronto em 2013 para que sejam feitos testes antes da Copa no ano seguinte. “Nossa ideia é que possamos nos antecipar aos ataques contra os serviços de interesse da população prestados pela PF e pelos sites de órgãos governamentais, evitando que eles sofram qualquer paralisação de suas atividades”, garante.
Questionado se a experiência e o desenvolvimento do Oráculo pode se refletir em empresas fora do ambiente de Governo, o coordenador afirmou que em especial os bancos serão afetados positivamente pelo projeto. “Não temos ainda consultas, porém ele pode servir de exemplo dentro e fora do âmbito governamental”, completa.

Nova York contra o crime
Dentro da plataforma global da IBM de “cidades mais inteligentes”, um dos projetos na área de combate aos crimes é o de Nova York. Naquela cidade foi montado um RTCC (Real Time Crime Center), um centro que tem como principal pilar um imenso banco de dados que reúne todos os detalhes de infrações cometidas na localidade.

A IBM trabalhou com o NYPD – sigla em inglês do departamento de polícia de Nova York – para criar esse megabanco de dados que pudesse reunir todas as informações antes estavam dispostas em arquivos metálicos, fichários e até mesmo em notas manuscritas.

Hoje, o RTCC reúne mais de 120 milhões de queixas criminais na cidade, 31 milhões de registros de crimes nacionais e 33 bilhões de informações públicas... só para citar alguns números das informações contidas nele.

A partir desse manancial, os dados passam por métodos sofisticados de análise e recursos de busca que estabelecem conexões e oferecem inputs para investigações em curso. As informações podem ser visualizadas no Centro, em segundos, em uma tela de vídeo com a altura de dois andares.

Um exemplo, a foto de um suspeito aparece com detalhes – tatuagens, delitos anteriores, endereços com mapas – rapidamente. E dados críticos podem ser enviados instantaneamente aos policiais na cena do delito. O que antes levava dias agora é feito em minutos.

Swat made in brazil da web
O URCC foi criado em 2003 para coordenar as ações de combate às fraudes eletrônicas, de internet banking e clonagem de cartões de crédito e débito. Assim como de reprimir a venda de medicamentos pela web, combater os crimes que utilizam tecnologia – venda de diplomas, tráfico de drogas, venda de animais etc – e ainda apoiar no combate à pornografia infantil.

Outras atribuições do URCC são a capacitação e treinamento de integrantes das polícias por meio de cursos à distância para difusão do conhecimento e presencias para aperfeiçoamento e especialização. Além de desenvolver ferramentas tecnológicas específicas para busca de informações e de investigação e inteligência policial.
Fonte: Revista TI Inside

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Nova Rainha dos Concursos

No início desta semana ocorreu a publicação da Portaria 559 (clique aqui para acessar) que autoriza oficialmente o concurso da Polícia Federal. Desta vez não vou escrever sobre “boatos” da banca escolhida ou lançamento do edital, pois isso já deu muita “fofocada” no meio concurseiro e a intenção não é essa! Quem realmente está preparado não precisa ficar muito preocupado com esses detalhes. Fiquei preocupado sim com relatos de um aumento significativo de uso por concursandos do medicamento chamado “Ritalina”. Ainda mais agora nesta reta final do esperado concurso da PF. Por isso resgatei dos arquivos da Saga um excelente texto sobre o tema. Para ler e refletir!



RITALINA, A RAINHA DOS CONCURSOS


SOSSEGA LEÃO PARA MENTES INQUIETAS?

Por Américo Canhoto
Dias destes fiquei muito preocupado, pois não fazia idéia da dimensão desse problema; confesso que minha preocupação com o uso de medicamentos do tipo, estava relacionada ás crianças com DDHA – mas, recebi um jovem paciente estudante de engenharia que indagado sobre o motivo da consulta foi direto ao assunto: está difícil estudar; não consigo me concentrar mais; minha memória está zerando, já tomei ritalina e me senti bem; a maioria dos meus amigos toma para estudar e prestar concursos – Apenas eu vim até aqui de tanto minha mãe falar em efeitos colaterais – eles não me importam; só quero acabar a faculdade. Se tiver algum remedinho homeopático que substitua eu topo; vou fazer uma experiência; caso contrário; eu volto a usar a ritalina.

Onde eu compro? – Receita? – Tenho um amigo que se consulta com um médico que dá quantas quiser; ele é fã da ritalina – Mas, também no balcão da farmácia e pela Net você consegue fácil.

Resumindo a consulta, conversamos muito expliquei a ele que no seu caso em parte a TDHA é um dos subprodutos do estilo de viver acelerado, um dos efeitos do estresse crônico, reversível. Mostrei que as razões para a perda de memória, capacidade de concentração, dores pelo corpo, impulsividade, agressividade, altos e baixos no comportamento..., diminuem com algumas mudanças simples na forma de viver. Confesso que não fiquei muito animado com a perspectiva de tê-lo convencido a trabalhar pelo próprio equilíbrio; pois o que o levou a buscar uma opção diferente para a concentração difícil e a perda de memória foi a insistência da mãe e não seu próprio desejo – mas, esperemos pelo retorno.

Fiquei muito cismado com o que me relatou; realmente o mundo para os jovens da atualidade é cada dia mais perigoso; na minha época a extravagância era álcool, abulemim (antigo anorexígeno) cafeina, ginseng..., para varar a noite acordado estudando; mas quem experimentava logo percebia que era pior a emenda do que o soneto, pois o raciocínio ficava lento demais. Claro que alguns usavam coisas mais pesadas: maconha, cocaína, chá de cogumelo, xarope Pambenyl; mas isso só para zoar para estudar não dava certo.

Mas, o que ele deixou escapar durante a conversa: usa com freqüência sertralina para retardar a ejaculação e viagra para manter a ereção. Quando não consegue dormir afana um lorax da sua mãe e pela manhã quando está bodeado toma um estimulante do seu pai – na hora de estudar parte para a ritalina. O lance mais maluco, a ritalina lhe provoca taquicardia e palpitações, então está tomando um remédio receitado pelo cardiologista para poder suportar esse efeito colateral da ritalina. Diz com orgulho que aprendeu a não misturar ritalina com álcool, pois fica muito bobeado.

Alguns a chamam de cocaína da pediatria, mas vamos usar um material que está disponível no google para informar aos leitores alguma coisa a respeito dessa droga.

“O que é e para que serve ? A ritalina é o metilfenidato, um estimulante do grupo dos anfetamínicos. Suas principais indicações são para o tratamento do déficit de atenção com hiperatividade em crianças e depressão no idoso. Existe muito preconceito contra essa medicação, mesmo por parte de médicos. Apesar das substâncias desse grupo serem muitas vezes usadas de forma ilegal por proporcionarem estados alterados de consciência, sua eficácia e segurança médica, quando são usadas corretamente, estão mais do que comprovadas.

Como é usado? A dose usada em crianças a partir de seis anos varia entre 2,5 a 5mg por dia inicialmente, que pode ser elevada ao máximo de 60mg por dia. A dose, de acordo com o peso da criança, é de 2mg / Kg de peso. As doses devem ser dadas preferencialmente pela manhã e na hora do almoço, para não prejudicar o sono. Esta medicação é retirada rapidamente de circulação pelo fígado. Quando a finalidade é melhorar o desempenho acadêmico não haverá necessidade de tomar a medicação nos fins de semana e nas férias. Apesar dessa medicação induzir a dependência nos usuários sem transtorno de hiperatividade, os estudos nessa área mostram que dificilmente uma criança que tenha feito uso prolongado se tornará dependente. Isto é um dado constatado. Os idosos que não toleram os efeitos colaterais dos antidepressivos podem se beneficiar da ritalina. Estudo feito com esta população mostrou ser uma medicação eficaz com risco de dependência praticamente zero.

Considerações importantes: não deve ser usado em pacientes em uso de tranilcipromina ou equivalente, em pacientes com arritmias cardíacas, com a síndrome de Tourette, em pacientes psicóticos, com distúrbios de movimentos e com problemas na produção de células sanguíneas. “É preferível evitar durante o primeiro trimestre da gestação, apesar de nunca ter sido comunicado efeito deletério no feto”.

Neste bate papo, não temos intenção de tomar partido – cada um com suas escolhas e com sua visão de mundo. Claro que para tudo na vida humana há solução; umas mais simples outras mais complexas. Porém gostaríamos de lembrar que na há efeito sem causa e que a vida não perdoa...

Mas, a que ponto nós chegamos:
Ritalina, a droga da hora para estudantes e, a nova rainha dos concursos.
Minha preocupação; não demora e as crianças do ensino fundamental só conseguirão render no estudo com o uso de drogas.

Onde isso vai chegar?
Como confiar no trabalho de profissionais formados dessa forma? – E os FP que usaram ritalina para passar no concurso vão continuar a tomá-la para bem poder exercer suas funções ou o serviço publico vai virar um deus nos acuda?
É preciso que sejamos realistas:
O ritmo da roda vai acelerar mais ainda – adianta “pedir para parar que eu quero descer”? – Como? Entrando em Deprê? Surtando?
O comportamento vai se tornar cada vez mais próximo dos bipolares – Dá licença – está chorando ou rindo?
A agressividade vai ser liberada á toda.
Amém!
*Américo Canhoto é médico e autor dos livros "Saúde ou doença: a escolha é sua", "Quem ama cuida" e "Pequenos descuidos, grandes problemas", publicados pela Petit Editora.


Efeitos da Ritalina divulgados pela "Fundação para um Mundo Livre de Droga":

Efeitos a curto prazo:
Perda de apetite
Aumento do batimento cardíaco, pressão sanguínea e temperatura corporal
Dilatação das Pupilas
Perturbação de sono e sono alterado
Náusea
Comportamento bizarro, errático, às vezes violento
Alucinações, hiperexcitabilidade, irritabilidade
Pânico e psicoses
Doses excessivas podem conduzir a convulsões, espasmos e morte

Efeitos a longo prazo:
Danos irreversíveis dos vasos sanguíneos coronários e cerebrais, elevada pressão sanguínea, conduzindo a ataques cardíacos, derrames cerebrais e morte
Danos no fígado, renais e pulmonares
Destruição dos tecidos nasais se “cheirada”
Problemas respiratórios se fumada
Doenças infecciosas e abcessos se injectada
Má nutrição, perda de peso
Desorientação, apatia, cansaço excessivo e confuso
Forte dependência psicológica
Psicose
Depressão
Danos cerebrais incluindo tromboses e possivelmente epilepsia