domingo, 18 de abril de 2010

Delegados e Agentes do século XXI


Revista Veja » Edição nº 1196 » Delegados do século XXI
Matéria de Sofia Cerqueira - Fotos de Fernando Lemos

Aprovados em um concurso mais difícil do que o vestibular para medicina da UFRJ, eles querem mudar a imagem de quem combate o crime na cidade .



Delegada adjunta da 14ª DP, no Leblon, Renata Montenegro, 29 anos, seguia sua rotina de estudar para concursos públicos quando foi aprovada no que selecionava novos delegados. No curso de formação, acompanhou uma necropsia e aprendeu a atirar, duas coisas que jamais havia imaginado fazer. "Nunca tinha entrado em uma delegacia", diz ela. "Aqui se vê a vida como ela realmente é."


Formada em direito pela Universidade Cândido Mendes, a delegada assistente da 9ª DP (Catete), Daniela Rebelo, 32 anos, sempre quis ser policial. Em um de seus plantões na delegacia do Leblon, onde já trabalhou, precisou pular o balcão para render um suspeito que se aproveitara do descuido de um policial e tentava lhe roubar a arma. Em outra ocasião, impediu que um preso se enforcasse na cela da delegacia. Treina tiros com fuzis M-16 regularmente e já fez um curso de rapel oferecido pela Acadepol.



O ex-jogador profissional de basquete Marx Carvalho, 40 anos, é hoje delegado adjunto da 35ª DP (Campo Grande), uma região que, além de palco de toda sorte de crimes, é alvo de uma sangrenta guerra entre milícias. "Já deparei com uma vítima atingida por vários disparos de fuzil na cabeça", relata. Há um mês, experimentou a dor de perder um colega de trabalho. Um de seus inspetores foi morto próximo à rodoviária local e a suspeita é que seja mais uma vítima das milícias.



Filho de um procurador, Roberto Lizandro, 27 anos, estudava para ser juiz. Fez o concurso para delegado, passou e gostou da ideia de ser policial. Para não se perder a caminho da Baixada Fluminense, para onde foi inicialmente designado, instalou um GPS no carro. Já trocou tiros com traficantes e, em outra ocasião, teve de controlar a revolta de quarenta moradores de uma favela vizinha à 54º DP (Belford Roxo), aglomerados na porta da delegacia após a morte de um morador.
Hoje ele é adjunto da 5ª DP (Mem de Sá), cuja jurisdição inclui a outrora perigosíssima região da Lapa.



O número 1.
Ex-oficial de Justiça, Antônio Furtado, 37 anos, foi o primeiro colocado no último concurso para delegado. "Lidamos com o ser humano em seus piores momentos", diz ele, que corre três vezes por semana para relaxar e estar pronto para as eventualidades. Delegado adjunto da 12ª DP (Copacabana), coube a Furtado investigar o tiroteio que resultou na morte de quatro bandidos surpreendidos em uma van por PMs ao sair da Ladeira dos Tabajaras, na recente guerra entre traficantes que levou terror à Zona Sul.



O mais jovem da turma.
Formado pelo curso de direito da UFRJ, Sérgio Sahione, 26 anos, é o mais jovem delegado do estado. Plantonista da 54ª DP (Belford Roxo), ele só descansa na delegacia, durante as madrugadas, com um fuzil M-16 junto ao corpo. "Tudo o que ganha repercussão extraordinária na Zona Sul acontece aqui rotineiramente", compara Sahione, que deixou sua família desesperada quando decidiu assumir o cargo.



A delegada adjunta da 24ª DP (Piedade), Madeleine Rangel, 27 anos, era vegetariana e acendia incensos em sua sala nos primeiros plantões. Venceu a desconfiança dos colegas mostrando bons resultados. Chegou a passar trinta horas trabalhando na investigação de um assalto seguido de morte. Ao final do extenuante plantão, tinha dois presos e cinco prisões preventivas decretadas. Depois de ter sido elogiada no boletim interno da polícia, vai receber agora uma medalha do Exército por serviços prestados na área.



Como delegado assistente, Leandro Aquino, 28 anos, dá expediente diariamente na 34ª DP (Bangu). "Meu maior medo é um dia estar trabalhando e me deparar com um crime envolvendo um amigo ou alguém da família", revela. Na região, cercada por favelas violentas como Coreia e Vila Aliança, ele defronta com ocorrências que vão do tráfico de drogas ao ex-namorado que mata a amada com chumbinho (veneno para rato) misturado na manteiga.



Das ondas para a polícia.
Formada pela PUC e ex-oficial de cartório, Tatiana Queiroz, 34 anos, surfa pelo menos uma vez por semana na Barra da Tijuca. Depois do concurso, já passou pelas delegacias da Ilha do Governador e do Leblon, onde atualmente é adjunta, mas o gosto pela profissão surgiu antes, quando trabalhava no cartório da delegacia da Barra. Lá participou das investigações de dois casos de grande repercussão: a execução do casal Staheli por um caseiro em um condomínio e o assassinato de um piloto russo num hotel.

MATÉRIA COMPLETA:  http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/editorial/m1196/delegados-do-seculo-xxi

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7 comentários:

  1. Muito bom Gerente! Você é o único que está na posição correta de tiro! Sucesso na acadepol! Como carioca e policial, gostei da matéria postada.

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  2. Show de bola camarada Gerente!!!

    Parabéns pelas constantes conquistas aí na PCRJ!!!

    Com certeza deve estar sendo a realização de parte de um sonho.

    Grande abraço.

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  3. Buenos dias!

    TCHÊ ... parabéns pelo curso de formação de formação PC RJ/2010.

    Deixo aqui o meu “ABRAÇO” comovido e “ROGO” a “DEUS”, que te concedeu esta magnífica ascensão aos primeiros degraus da carreira, que te cumule de “SUCESSIVAS VITÓRIAS”, de que és merecedor “GERENTE" pelo “TALENTO” e pelos “PREDICADOS MORAIS”.

    SUCESSO na ACADEMIA Xirú!

    Fique com “DEUS”!

    Abraços;
    Marlon P Azambuja
    Ijuí – RS.

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  4. Quanto ao concurso da PC deste ano. Tem algo que você que está aí dentro possa passar pra gente? Vai sair quando?

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  5. Receber esta aula de fuzil deve ser o máximo! Parabéns gerente!

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  6. Polícia Federal pretende realizar concurso para 750 vagas

    A Comissão Nacional dos Aprovados do Concurso para Agente da Polícia Federal (CNAPF) informou que a PF deve solicitar ao Ministério do Planejamento um novo concurso com 750 vagas para o cargo de agente policial. O cargo tem como requisito básico nível superior em qualquer área de formação e os vencimentos iniciais são de R$ 7.514,33. De acordo com a CNAPF existem hoje 1.705 postos de agente vagos na Polícia Federal. Em julho do ano passado o diretor de Gestão de Pessoas da PF, Joaquim Mesquita, já havia manifestado interesse por novos concursos. “Temos uma expectativa e uma vontade muito grande de dar seqüência e realizar novos concursos em 2010”, afirmou em entrevista ao Jornal Folha Dirigida.

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  7. Marx Martins Rodrigues Carvalho, mais conhecido como Marx, foi o jogador que mais pontos fez uma única partida, 129 pontos, em toda a história da FBERJ. Foi na partida de 16 de setembro de 1984 na partida entre Vasco e Hebraica. Seu feito foi registrado do Guinness.

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