terça-feira, 31 de maio de 2011

FRONTEIRAS do BRASIL são PASSAGENS FÁCEIS para CRIMINOSOS de DEZ PAÍSES !!!

SÉRIE MOSTRA a VULNERABILIDADE das FRONTEIRAS BRASILEIRAS, o que explicaria a GRANDE QUANTIDADE de ARMAS e DROGAS CONTRABANDEADAS que CHEGAM ao PAÍS. Foram 45 DIAS de viagem e o RESULTADO É PREOCUPANTE.





NESTA SEGUNDA-FEIRA (30), começa com a PRIMEIRA REPORTAGEM de uma SÉRIE sobre as FRONTEIRAS BRASILEIRAS. NOVE ANOS ATRÁS, em um TRABALHO SEMELHANTE a este, mostramos como essas áreas eram vulneráveis ao contrabando, às armas e às drogas. E como essa fragilidade se LIGAVA DIRETAMENTE à VIOLÊNCIA e à INSEGURANÇA PÚBLICA.

A série que você vai acompanhar nesta semana é resultado de uma VIAGEM de 45 DIAS dos REPÓRTERES CÉSAR TRALLI, ROBINSON CERÂNTULA e FERNANDO FERRO. O que eles encontraram é ainda mais preocupante.

Dois carros zero quilômetro e um disfarce quase perfeito: dentro das carrocerias. São máquinas fotográficas, lentes, baterias, equipamentos eletrônicos. É um carro zerinho adaptado para o transporte de muamba.

A equipe flagrou também R$ 1 milhão em cigarro paraguaio, contrabandeado de carreta. E até madeira recheada com 900 quilos de cocaína boliviana.

Apreensões todas feitas em estradas, bem depois que contrabandistas e traficantes já tinham passado os carregamentos pelas fronteiras brasileiras.

“A ESTRUTURA QUE ELES TÊM É MUITO GRANDE, ENTÃO, ELES TÊM BATEDORES, OLHEIROS, SISTEMA DE COMUNICAÇÃO. E ELES USAM TODAS AS FORMAS PARA PASSAR”, explicou o DELEGADO CHANG FAN, da POLÍCIA FEDERAL do MS.

E não é nem um pouco difícil entrar no Brasil. O POSTO da RECEITA FEDERAL separa o Paraguai de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. Quem chega do Paraguai, obrigatoriamente, deveria passar pela fiscalização. Mas existe um atalho, um jeitinho fácil de fugir do controle da Receita Federal.

Às 9h40 a equipe de reportagem começou a percorrer esse trajeto por uma estradinha de terra que fica a 200 metros do posto de fiscalização. Só levou 20 minutos para que o atalho fosse percorrido. É só dar uma volta no posto.

Em apenas 15 quilômetros, SÃO CINCO PASSAGENS CLANDESTINAS, as CHAMADAS CABRITEIRAS. Para piorar, o INSPETOR-CHEFE de MUNDO NOVO disse que, em março, PERDEU o REFORÇO de OITO FUNCIONÁRIOS por corte de despesas. “NÃO HÁ CONDIÇÕES DE FISCALIZAR TODOS OS VEÍCULOS. ENTÃO, É UMA CONTA SIMPLES: MAIS SERVIDORES, FISCALIZAÇÃO MAIS EFETIVA”, destacou.

DA FRONTEIRA com o PARAGUAI para a passagem com a Bolívia. CORUMBÁ é uma das MAIS PERIGOSAS portas de entrada de COCAÍNA e MUAMBA.

O POSTO da RECEITA FEDERAL BRASILEIRA está bem na divisa, mas é MUITO FÁCIL SAIR da BOLÍVIA e entrar no BRASIL sem passar pela FISCALIZAÇÃO.

A EQUIPE de REPORTAGEM parou em um mercadinho de Porto Quijarro, na Bolívia, e comprou TRÊS QUILOS de AÇÚCAR.

Dobrando uma esquina, fica o atalho para o BRASIL. É uma TRILHA no MATO. E ACREDITE: ÁREA do EXÉRCITO BRASILEIRO. Uma passagem bem curtinha, que não deu 200 metros. Exatamente a 50 METROS da FISCALIZAÇÃO.

Se fossem três quilos de cocaína, já teriam ingressado em território brasileiro.

É uma aglomeração de sacoleiros e do atalho sai de tudo, dia e noite. O fiscal da Receita no local diz que não pode fazer nada: “NÃO, AQUI EU NÃO POSSO SAIR, PORQUE É ABANDONO DE POSTO”, contou.

São apenas 27 postos de fiscalização da Receita Federal para quase 17 mil quilômetros de fronteira que separam 11 estados brasileiros de 10 países.

E de um extremo ao outro por onde a equipe passou, em 45 dias de viagem, uma situação se repetiu: SALAS VAZIAS, SEM NINGUÉM. Mesmo uma sala de vigilância, o prédio estava completamente vazio. Foi o posto de BARRA DO QUARAÍ, que separa o RIO GRANDE DO SUL do URUGUAI.

O segurança só cuida das instalações. De repente, aparece ALFREDO SIQUEIRA, FISCAL da RECEITA na região FAZ DEZ ANOS. “SEMPRE FOI PRECÁRIA ASSIM A FISCALIZAÇÃO”, disse.

Essa REGIÃO do RIO GRANDE SUL é ROTA de contrabando de AGROTÓXICOS CHINESES. Do outro lado, o gerente garante entrega em qualquer lugar do país. “SE COMPRAR 100, 200 QUILOS, VAI PASSANDO, DE 30 QUILOS, DE 40 QUILOS, DEPENDENDO DE COMO ESTÁ O CONTROLE. ISSO NÃO É NENHUM PROBLEMA”.

“O PERIGO É O CRIME AMBIENTAL, O PERIGO À SAÚDE PÚBLICA. NÃO TEM NENHUMA AUTORIZAÇÃO DA ANVISA, NEM NADA, NEM MENOS DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA”, declarou o FISCAL da RECEITA FEDERAL UDILBERTO LOBO.

O preço da fronteira aberta entre Tabatinga e a vizinha Letícia, na Colômbia, é muitas vezes pago com a própria vida. Um pedaço da Amazônia manchado pela violência dos cartéis de cocaína.

Execuções a tiros, crimes sob encomenda. A maior parte dos assassinatos em Tabatinga é cometida por matadores de aluguel, que raramente são presos pela facilidade que eles têm de fugir para a Colômbia.

A polícia deles, pelo menos, marca presença na avenida que liga as cidades. Do nosso lado, um posto da PM, desativado faz mais de dez anos.

“O CRIME FOI EXATAMENTE AQUI, NESSE LOCAL. O RAPAZ TOMOU TRÊS TIROS E MORREU NA HORA. O ASSASSINO SAIU CORRENDO E FUGIU. FOI EMBORA PARA COLÔMBIA”, lembrou um policial.

O pistoleiro a serviço do tráfico foi identificado e perseguido. O policial estava a apenas três metros do assassino, e não pôde prendê-lo, porque o colombiano já estava pisando na Colômbia. “FICA UMA SENSAÇÃO MUITO RUIM. TEM QUE FAZER CUMPRIR A LEI, E VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO. UMA SENSAÇÃO DE IMPOTÊNCIA”, contou ele.

A POLÍCIA FEDERAL informou que a FISCALIZAÇÃO em TABATINGA nem sempre é feita na FRONTEIRA, mas no AEROPORTO e no PORTO FLUVIAL da cidade. E que faz operações para prender quem foge da FISCALIZAÇÃO pelas ESTRADAS VICINAIS.

O EXÉRCITO declarou que IRÁ REFORÇAR o PATRULHAMENTO para impedir a passagem de pessoas pela TRILHA em CORUMBÁ.

A RECEITA FEDERAL afirmou que administra os ESCASSOS RECURSOS para atender à demanda que NÃO para de CRESCER no CONTROLE das FRONTEIRAS.

NESTA SEGUNDA, em PORTO VELHO, SECRETÁRIOS de SEGURANÇA da REGIÃO NORTE se reuniram com integrantes das FORÇAS ARMADAS para propor MELHORIAS no controle das FRONTEIRAS da REGIÃO.

Fonte: Jornal Nacional - 30/05/2011 21h17 - Atualizado em 30/05/2011 21h17.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Super dica: 2.763 vídeos gratuitos!!


Essa dica veio do amigo Azambuja e achei interessante repassar!
São videoaulas, entrevistas e debates sobre temas jurídicos organizados por área e por tema.
Muitos vídeos publicados fazem parte dos estudos para área policial.
A disponibilização dos vídeos é feita com uso das ferramentas do YouTube.
Clique no nome da disciplina para ir à página dos vídeos e bons estudos!

Introdução ao Estudo do Direito (36 vídeos)
Direito Civil (249 vídeos)
Direito Penal (440 vídeos)
Direito Empresarial (109 vídeos)
Direito Processual Civil (128 vídeos)
Direito Administrativo (274 vídeos)
Direito Ambiental (73 vídeos)
Direito do Consumidor (49 vídeos)
Direito Previdenciário (34 vídeos)
Direito Tributário (65 vídeos)
Responsabilidade Civil (6 vídeos)
Direito de Trânsito (28 vídeos)
Direito Eleitoral (61 vídeos)
Direito dos Idosos (8 vídeos)
Direito Constitucional (257 vídeos)
Direito Internacional Público (115 vídeos)
Desenvolvimento Profissional - Carreiras (181 vídeos)
Direitos Humanos (35 vídeos)
Raciocínio Lógico (2 vídeos)

Desarmamento e mais um pensamento.


Desarmamento e Mais um Pensamento

Arthur Rossi*
Tenho andado meio politizado ultimamente e tenho me importado menos com coisas mais fúteis. Talvez seja tudo reflexo do momento que vivo... É, afinal, tudo é reflexo daquilo que se vive!

E tudo isso que tenho visto e lido tem influenciado meu comportamento e meu pensamento, o que tem me deixado perplexo com alguns últimos acontecimentos noticiados por aí.
Em primeiro lugar, como já postei, tem o lance da onda ecológica das "sacolinhas plásticas" em Belo Horizonte. Lá, no post, defendia que não era contra a medida tomada, mas, assim como em tantos outros casos, por exemplo, as cotas pra negros, pra homossexual, pra pobre e, agora, pra índio (e não parece que cada vez que se discrimina positivamente, mais se abre o fosso entre os humanamente iguais?!), parece que tudo que se adota por medida política em nosso País vem com um certo ar de ocasião e conveniência.
Não parecem conquistas sociais verdadeiras ou mesmo evolução da sociedade. Partem, no mais das vezes, de um político canastrão e "ocasionista" (permitam-me o neologismo!), que, aproveitando-se de eventos ou situações que despertam a comoção social, surge como o grande salvador e único herói das minorias.
Entretanto, na verdade, não se obtém a real utilidade da medida. Vi, durante o tempo que advoguei pra pequenos produtores rurais no Nordeste, inúmeras criações de leis (sim, com letra minúscula) sob a epígrafe de solucionarem o problema da miséria e endividamento no campo. Interessante que sempre, sempre, sem exceções, eram elas editadas às vésperas de uma grande eleição qualquer.
Desafio alguém me mostrar algo de útil nelas, porque, todas, todas, sem exceção, caíram em "desuso", não beneficiando, efetivamente, ninguém.

Então, onde quero chegar? Concluo que somos todos vítimas de legisladores (sim, com letra minúscula) ou grupos de ocasião que tentam se arvorar eleitoralmente das desigualdades de nossa sociedade pra escalarem melhores posições. Descobri o Brasil, não é?!?

Agora me vêm aí com esse papo de "desarmamento", de novo!
Uma nova campanha que custará milhões de reais aos cofres públicos (ou seja, ao nosso "porquinho"!) e que não levará a lugar algum. Não quero manifestar, agora, minha visão sobre isso.
Apenas penso que deveriam inserir uma terceira opção, ao lado do "sim" ou "não" ao desarmamento. Acredito que antes de uma verdadeira melhora social, com melhor educação, saúde, previdência, empregos e real desenvolvimento (não esse que é pautado pelo aumento da "capacidade aquisitiva", que, pra mim, é simbólica, vez que todo mundo hoje pode adquirir bens supérfluos e caros, desde que se endivide com longas e onerosas prestações!), não se pode falar em desarmamento.
Não é a arma de fogo que mata, mas, sim, a exclusão e a marginalização!
É o sujeito sem educação e sem emprego que se embriaga nos fins-de-semana, por desespero em virtude de sua situação, e que leva a violência reflexa à sua casa ou à sua comunidade! É o sujeito sem condições de vida digna que se entrega à ilicitude! É o playboy ou o intelectualóide que compra um inocente "baseado" e fomenta o tráfico! Entre outras coisas. Claro, entendo, também há o desvio de personalidade de um sujeito mau qualquer! Mas, esse, se não tiver arma vai matar com pedra, pau ou qualquer outra coisa que o valha! É fato: pesquisas indicam que as armas ilícitas, aquelas advindas de contrabando ou produtos de roubos/furtos, com a numeração raspada (iguais àquelas encontradas com o assassino de Realengo), é que são os verdadeiros instrumentos da violência.

Logo, penso, antes de a gente debater o "sim" ou o "não", é preciso identificar as verdadeiras causas da grassa violência e, assim, despreocupadamente ou, melhor, imparcialmente, promover a mais útil medida em defessa da boa vida, sem que, por fantoches, tornemo-nos, nós, "o povo", meros instrumentos legitimadores do abuso do poder perpetrado por aqueles que elegemos pra nos representar.

Pense, criticamente, sobre isso e, democraticamente, ouse discordar!
Força e fé sempre pelo caminho.

*Arthur Rossi é seguidor do Saga Policial e blogueiro (www.naoestaemmimmeretirar.blogspot.com).
Envie também seu artigo para publicação no Saga Policial!

domingo, 29 de maio de 2011

Dicas para o Concurso de Perito Legista / PCERJ



RIO - Tem concurso público novo na praça. E, como não podia deixar de ser, dúvidas sobre a melhor forma de se preparar e o que esperar da banca organizadora vêm à tona. Para esclarecer essas questões, o Boa Chance entrevistou especialistas sobre a nova seleção para a Polícia Civil do Rio, que acaba de abrir 44 vagas para o cargo de perito legista.

O concurso será composto por duas fases: a primeira terá prova de conhecimentos específicos e teste de capacidade física, além de exames psicotécnico e médico. Já a segunda prevê um curso de formação profissional e análise de títulos.

A prova será dividida em 30 questões de português e 70 de conhecimentos específicos de acordo com o cargo pretendido. Vale ressaltar que o candidato deverá acertar 50% das questões por disciplina. Não à toa, o domínio da língua portuguesa é tão importante quanto o da área de formação do candidato.

De acordo com Valinsq Ivatnovn, professor de português do Instituto ProFuturo, a FGV é uma banca que, pelo conteúdo programático, está pedindo um português instrumental. Normalmente esses tipos de questões são muito baseadas em textos jornalísticos e científicos. Portanto, os candidatos devem se manter bem atualizados.

-Acredito que devem ser cobradas questões de nomenclatura, pois é uma banca que deve estar mais interessada em saber se o aluno sabe a mecânica da interpretação de um texto e se conhece os elementos de estruturação - diz Ivatnovn.

Como a parte específica corresponde a 70% da prova, o candidato deve dedicar um percentual de horas de estudo proporcional à importância de cada matéria, ensina, por sua vez, Leandro Macedo, coordenador do Mestre dos Concursos.

Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, lembra que os conteúdos são extensos e, por isso, seria aconselhável o candidato contar com um professor para orientá-lo sobre os tópicos mais cobrados. Além de acelerar a aprendizagem, esse suporte impede que o aluno perca o foco no conteúdo cobrado pelo edital:

- É importante estudar português por ser uma disciplina chave em termos de pontuação; que pode derrubar grande parte dos candidatos.

O próximo passo, segundo Estrella, é se dedicar intensamente ao conteúdo específico do cargo escolhido, que concentra o maior número de pontos da prova:

- O candidato deve garantir um conhecimento profundo de assuntos que já foram cobrados em provas anteriores. Para isso, é fundamental tentar resolver o maior número possível de questões.

Outra boa dica é, a partir das questões resolvidas, aprofundar o estudo de conteúdos em que o candidato encontrar mais dificuldade. Isso, segundo Estrella, otimiza a aprendizagem e evita desperdício de tempo em questões acadêmicas que têm poucas chances de serem cobradas.

Nesta seleção, além das provas objetivas, o candidato deve se preparar para o teste de aptidão física, que, no caso da Polícia Civil, consta de duas provas de corrida, ambas eliminatórias, sendo uma de resistência e outra de velocidade. Para as mulheres, a corrida de resistência será de 1.800 metros e o percurso deverá ser feito em 14 minutos. Já a prova de velocidade será de 100 metros, em 22 segundos. Para os homens, as provas são de 2.200 metros em 14 minutos e de 100 metros em 20 segundos. Cumprindo esses tempos e não havendo nenhum acidente durante o percurso, o candidato é considerado apto.

Para Macedo, a preparação para os exames físicos deve começar o quanto antes. O ideal é que o candidato inicie o mais rápido possível uma dieta balanceada, bem como treinos com um preparador físico para evitar possíveis contusões.

- Acho que tem mais chances de passar o candidato que preza pela regularidade, ou seja, que investe seu tempo de forma organizada tanto no preparo da parte intelectual quanto na física - diz Macedo.

As vagas do processo seletivo são para profissionais graduados em medicina, odontologia, bioquímica e farmácia, com salário de R$ 3.474,37. Os interessados podem se inscrever a partir de terça-feira, dia 31, no site da Fundação Getúlio Vargas . Será cobrada taxa de R$ 80 e o prazo termina em 30 de junho.

Fonte: O globo - Boa Chance

31 de maio, marco na retomada da luta pela PEC 300



31 de maio, marco na retomada da luta pela PEC 300



Companheiros de armas,
O dia 31 de maio pode entrar para a história de nossa luta por dignidade salarial. Precisamos somar esforços para tornar essa data como a retomada de nossa luta pela PEC 300.

Em nome de 700 mil profissionais de segurança pública que são massacrados diariamente por baixos salários e por regulamentos arcaicos e incondizente com os tempos atuais de democracia, onde um simples protesto pacífico tem sido objeto de punições por comandantes covardes e governadores iguais, insensíveis e irresponsáveis.

Convocamos você a participar desta grande mobilização em defesa da aprovação da PEC 300. Não podemos aceitar o estado de penúria que os profissionais de segurança sempre foram relegados. Chega de passar fome.

Esta mobilização precisa ser um recado ao Governo Federal e ao Congresso Nacional que não iremos desistir da PEC 300. Ela já foi aprovada em primeiro turno, e segundo o regulamento da Câmara, ela precisa ser pautada para votação em segundo turno.

Se o governo é contra, quer oriente sua bancada a votar contra. Mas o governo não pode desmoralizar a Câmara dos Deputados ao simplesmente engavetar uma proposta de emenda constitucional.

Qual segurança pública queremos, pagando cerca de 950 reais a um soldado de polícia? Esta pergunta que precisamos fazer aos deputados, aos governadores e a presidenta Dilma.

A data também vai marcar a instalação da Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300/08 e audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Por esse motivo a mobilização que seria nos dias 10 e 11 de maio foi mudada para o dia 31 de maio e 1o. de junho de 2011.

Ligue ou vá pessoalmente na sua associação de classe e cobre do presidente uma posição clara em relação a PEC 300. Não é admissivel que as nossas associações não estejam ao nosso lado nesse importante momento. Solicite o fretamento de um ônibus ou até mesmo a composição de várias associações para dividir os custos.

Arregace as mangas: faça correr uma lista em seu batalhão, sua cidade ou região, das pessoas que querem e poder ir a Brasília e converse com o presidente da sua associação. Se preciso, vá ao empresariado local, empresas de ônibus, vereadores, deputados estaduais, federais e consiga o ônibus.

O importante é a presença de todos os estados da federação. Chame seus parente e amigos e venham participar desta luta por nossa dignidade.

Não podemos aceitar que a PEC 300 seja sepultada. Você está convocado!

Fonte: mensagem de todos os policiais na luta pela PEC 300

"RESGATE EM AÇÃO - SALVANDO VIDAS"

5º PROGRAMA

Bloco 1




Bloco 2




“MINUTOS de SABEDORIA” !!!

SEJA ALEGRE e OTIMISTA!

QUANDO se DIRIGIR a seu TRABALHO, faça-o de CORAÇÃO ALEGRE.

O TRABALHO que VOCÊ EXECUTA é digno de sua PESSOA.

POR MENOR que PAREÇA, é de suma RESPONSABILIDADE para VOCÊ e para o MUNDO.

NÃO SE ESQUEÇA JAMAIS de AGRADECER a DEUS o TRABALHO que lhe proporciona o PÃO de CADA DIA.

CHEGUE ao LOCAL do TRABALHO com o CORAÇÃO FELIZ, e o TRABALHO se tornará um PASSATEMPO, um ESTIMULANTE, que lhe TRARÁ, a CADA NOVO DIA, imensas ALEGRIAS e FELICIDADE INCALCULÁVEL.

Obs.: recebi essa mensagem da minha “AMIGA” – “CHEFA” e “COLEGA de ESTUDO” (“Roberta Lenzi”). Valeu Guria!

TCHÊ ... SINCERAMENTE, com TODO CARINHO, “FÉ” em “DEUS PAI”, não CANSAMOS de PEDIR DESCULPAS por não ATENDERMOS a TODAS as SOLICITAÇÕES por E-MAIL, diante do ELEVADO NÚMERO de CONTATOS. Estamos nos EMPENHANDO ao MÁXIMO!

DESEJAMOS um ÓTIMO FINAL de SEMANA a TODOS e seus FAMILIARES!

ESTAMOS JUNTOS TCHÊ!

FORTE ABRAÇO a TODOS!

A PAZ de JESUS CRISTO!

Azambuja.

sábado, 28 de maio de 2011

PC/DF divulga REGULAMENTO de próximos CONCURSOS PÚBLICOS !!!

QUEM PRETENDE SEGUIR CARREIRA dentro da POLÍCIA CIVIL do DISTRITO FEDERAL (PCDF) deve ficar atento. A corporação divulgou nesta sexta-feira (27/5) o REGULAMENTO que irá reger os PRÓXIMOS CONCURSOS para AGENTE de POLÍCIA, AGENTE PENITENCIÁRIO, ESCRIVÃO de POLÍCIA, PAPILOSCOPISTA POLICIAL, PERITO CRIMINAL e PERITO MÉDICO-LEGISTA. As informações foram publicadas no Diário Oficial do DF, na página 47.

AS SELEÇÕES SERÃO DIVIDIDAS em DUAS ETAPAS. A primeira contará com PROVA OBJETIVA (com questões de Língua Portuguesa, conhecimentos gerais e conhecimentos específicos); prova de REDAÇÃO; prova PRÁTICA de DIGITAÇÃO (para ESCRIVÃES); EXAMES BIOMÉTRICOS e AVALIAÇÃO MÉDICA; prova de CAPACIDADE FÍSICA; AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA; AVALIAÇÃO de TÍTULOS; e SINDICÂNCIA de VIDA PREGRESSA e INVESTIGAÇÃO SOCIAL.

JÁ a SEGUNDA ETAPA do CERTAME será CONSTITUÍDA de CURSO de FORMAÇÃO PROFISSIONAL. Para participar das seleções será necessário ter no mínimo 18 anos, possuir carteira de habilitação na categoria “B” ou superior e ter formação na área exigida pelo edital de abertura.

SERÁ QUE TEM NOVO CONCURSO À VISTA? VAMOS FICAR DE OLHO ABERTO!

Fonte: Larissa Domingues – Do CorreioWeb – (27 de maio de 2011 11h:42min).


ATENÇÃO !!!

TCHÊ .... AGORA, o MAIS IMPORTANTE!

QUAL o MELHOR MÉTODO de ESTUDO?!

“UM ESTUDO INTELIGENTE”!!!

NÃO EXISTE RESPOSTA CORRETA. CADA UM tem o SEU MÉTODO, mas ao LONGO dos ANOS, PUDE VERIFICAR que as PESSOAS que OBTIVERAM MAIOR PERCENTUAL de ACERTO em MENOR TEMPO USAVAM o SEGUINTE MÉTODO:

QUESTÕES + QUESTÕES + QUESTÕES + .... (principalmente as comentadas)!

ACESSE agora as ÚLTIMAS PROVAS dos CERTAMES da POLICIAL CIVIL do DISTRITO FEDERAL. É BAIXAR e TREINAR!

DESEJO SUCESSO a TODOS nos ESTUDOS!

“DEUS PROVÊ”, “DEUS PROVERÁ” SUA “MISERICÓRDIA” NÃO FALTARÁ!!

AGRADECEMOS ao AMIGO e SEGUIDOR da SAGA: Marcos Paulo, pela colaboração deste informativo do Correio Web.

Abraços fraterno irmão!

Azambuja.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

QUESTÃO: CESPE/UnB/2006, ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL - ES – ABUSO de AUTORIDADE (Lei nº: 4.898/65) !!!



CLÁUDIO e ROGÉRIO, POLICIAIS FEDERAIS, no EXERCÍCIO de suas FUNÇÕES, ADENTRARAM no DOMICÍLIO de um SUSPEITO, visando à apreensão de SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE, tendo ali realizado intensa busca domiciliar, SEM a AUTORIZAÇÃO do MORADOR. Finda a diligência policial, NADA foi ENCONTRADO. Nessa situação, CLÁUDIO e ROGÉRIO PRATICARAM CRIME de ABUSO de AUTORIDADE, sendo a JUSTIÇA FEDERAL o ÓRGÃO COMPETENTE para o PROCESSO e o JULGAMENTO do CRIME, haja vista a SUBJETIVIDADE PASSIVA MEDIATA do CRIME.

Resposta: CORRETO TCHÊ!

CLAÚDIO e ROGÉRIO NÃO PODERIAM ter INVADIDO o DOMICÍLIO da PESSOA sem a CERTEZA da PRESENÇA da DROGA no LOCAL. Deveriam ter realizado uma AVERIGUAÇÃO PRELIMINAR CUIDADOSA. A AUTORIDADE PÚBLICA NÃO PODE INVADIR o DOMICÍLIO das PESSOAS ALEATORIAMENTE, SIMPLESMENTE ALEGANDO MERA SUSPEITA. No caso, portanto, resta CONFIGURADO o CRIME de ABUSO de AUTORIDADE, previsto na alínea b, do art. 3.º, da lei n.º 4.898/65. E a COMPETÊNCIA é justamente da (“JUSTIÇA FEDERAL”), por serem os AGENTES POLICIAIS FEDERAIS, no EXERCÍCIO de suas FUNÇÕES. É a denominada (“SUBJETIVIDADE PASSIVA MEDIATA”).

Fonte.: Professor Emerson Castelo Branco.: “Direito Penal – Livro Questões Comentadas CESPE/UnB”.

“OS SONHOS” não determinam o LUGAR aonde VOCÊ vai CHEGAR, mas PRODUZEM a FORÇA NECESSÁRIA para TIRÁ-LO do LUGAR ONDE ESTÁ.

VAMOS PARA CIMA!

FIRME e FORTE!

FIQUEM com DEUS PAI!

FORTE ABRAÇO a TODOS!

Azambuja.

BOMBEIROS do DF abrem mais TRÊS CONCURSOS com 310 VAGAS !!!


O CORPO de BOMBEIROS MILITAR do DISTRITO FEDERAL (CBM/DF) divulgou mais TRÊS EDITAIS de CONCURSOS com OFERTA de 310 OPORTUNIDADES para o CURSO de FORMAÇÃO de PRAÇAS. Todas as seleções são ORGANIZADAS pelo CENTRO DE SELEÇÃO e de PROMOÇÃO de EVENTOS da UNIVERSIDADE de BRASÍLIA (Cespe/UnB). As informações estão no Diário Oficial do DF, a partir da página 48.

TODOS os INSCRITOS passarão por provas de CONHECIMENTOS, EXAMES de APTIDÃO FÍSICA, INSPEÇÃO de SAÚDE, AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA, e INVESTIGAÇÃO SOCIAL e FUNCIONAL; haverá PROVA PRÁTICA para MÚSICOS. Para participar, é preciso ter FORMAÇÃO de NÍVEL SUPERIOR RECONHECIDA pelo MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC), carteira de habilitação "B" ou "D" (dependendo do cargo) e idade entre 18 e 28 anos. A altura mínima exigida é de 1,60m para homens e 1,55m para mulheres.

As INSCRIÇÕES PODERÃO ser feitas nos dias 31 de maio a 10 de junho, pelo site www.cespe.unb.br/concursos. A TAXA de participação é de R$ 70,00. A REMUNERAÇÃO DURANTE o CURSO é de R$ 3.413,62. Após o período de APRENDIZAGEM, o aluno vira SOLDADO de 1ª CLASSE e começa a RECEBER a QUANTIA de R$ 4.464,11. As avaliações devem acontecer nos dias 23 e 24 de julho.

São 56 OPORTUNIDADES IMEDIATAS e FORMAÇÃO de CADASTRO RESERVA para BOMBEIRO CONDUTOR e OPERADOR de VIATURA. Há também a oferta de 224 CHANCES e CADASTRO para BOMBEIRO MILITAR GERAL OPERACIONAL. As outras 30 vagas e CR são para BOMBEIRO geral MÚSICO nos INSTRUMENTOS bombardino em si BEMOL, CLARINETA em si BEMOL, FLAUTIM e FLAUTA em C, PERCUSSÃO, PERCUSSÃO e BATERIA, sax ALTO em mi BEMOL, sax BARÍTONO em mi BEMOL, sax TENOR em si BEMOL, SOUZAFONE em si BEMOL, TROMBONE BAIXO e TENOR em C, TROMBONE em C, TROMPA em FÁ e TROMPETE em si BEMOL.

Fonte: Larissa Domingues - Do CorreioWeb – (25/05/2011 11:51).




AGRADECEMOS ao AMIGO e SEGUIDOR da SAGA: Alfredo Ennes (Teresina-PI), pela colaboração deste informativo do Correio Web.

Abraços fraterno irmão!

Azambuja.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

PMSC abre CONCURSO com 500 OPORTUNIDADES para SOLDADOS !!!



A SECRETARIA de SEGURANÇA PÚBLICA do estado de SANTA CATARINA (SSP/SC) abriu CONCURSO PÚBLICO com 500 vagas de NÍVEL SUPERIOR para admissão no curso de formação de SOLDADOS da POLÍCIA MILITAR do estado. De acordo com o EDITAL de ABERTURA, a REMUNERAÇÃO INICIAL oferecida é de R$ 1.943,00 após a conclusão do curso o salário chega a R$ 2.435,00. O Instituto de Estudos Superiores do Extremo Sul (Ieses) é o responsável pela organização do certame.

PARA PARTICIPAR é necessário ser do SEXO MASCULINO e NÃO ter COMPLETADO 30 ANOS de idade até o último dia de inscrição. Os candidatos serão submetidos à prova objetiva no dia 17 de julho, além de INVESTIGAÇÃO SOCIAL, EXAME de SAÚDE, APRESENTAÇÃO de EXAME TOXICOLÓGICO, EXAME de AVALIAÇÃO FÍSICA e de AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA.

Para se inscrever basta se cadastrar no site www.cfsd2011pmsc.ieses.org até o dia 27 de junho. A taxa de participação custa R$ 80,00.

Fonte: Do CorreioWeb – (26/05/2011 11h:52min).


quarta-feira, 25 de maio de 2011

“DICAS” que podem “AJUDAR” ...


  • PROCURE ORGANIZAR seus HORÁRIOS, e siga-os RIGOROSAMENTE;

  • PROGRAME O SEU DIA-A-DIA EM FUNÇÃO DO CONCURSO, e não ao CONTRÁRIO! Não abra EXCEÇÕES;

  • TRACE SEUS OBJETIVOS, escolha o CONCURSO que quer prestar e VÁ EM FRENTE;

  • NÃO DEIXE PARA DEPOIS o que VOCÊ pode ESTUDAR HOJE;

  • NUNCA DESANIME! É necessário ter PERSEVERANÇA para PASSAR;

  • SE FIZER UM CONCURSO e NÃO PASSAR, não DESISTA, e se DEDIQUE mais ainda nos ESTUDOS;

  • “AFASTE-SE DE PESSOAS BAIXO ASTRAL”;

  • COMPRE BONS LIVROS;

  • CONHEÇA a BANCA que prepara as PROVAS do CONCURSO que VOCÊ vai PRESTAR;

  • FAÇA MUITOS e MUITOS EXERCÍCIOS e PROVAS ANTIGAS (“SIMULADOS”);

  • NÃO DÊ ATENÇÃO a BOATOS (não é a toa que são BOATOS!);

  • NÃO MENOSPREZE os OUTROS CANDIDATOS;

  • PERGUNTE, PERGUNTE, PERGUNTE. Se não sabe, QUESTIONE! Pode ser a QUESTÃO que VAI CAIR na sua PROVA;

  • PEGUE EXPERIÊNCIAS com os CONCURSEIROS mais ANTIGOS;

  • ENTRE em FÓRUNS e no BLOG da SAGA POLÍCIAL (internet);

  • FUJA das DISTRAÇÕES, mas NÃO DEIXE de ter um PERÍODO de LAZER para RELAXAR de VEZ EM QUANDO;

  • FAÇA RESUMOS, leia com ATENÇÃO e não com RAPIDEZ;

  • SEJA CONFIANTE e ACREDITE que VOCÊ é capaz de PASSAR no CONCURSO.

    VAMOS PARA CIMA dos NOSSOS SONHOS!!

    FIRME e FORTE!!

    FIQUEM com DEUS!!

    FORTE ABRAÇO a TODOS!!

    Azambuja.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A PRIVATIZAÇÃO DA POLÍCIA


O artigo é um pouco grande, mas vale a leitura.



Polícia Federal S/A
Autor(es): Claudio Dantas Sequeira
Isto é - 23/05/2011


Para cortar custos e sem ouvir o Congresso, a PF simplesmente transferiu para empresas privadas a responsabilidade de controlar quem entra e quem sai do País


Quem desembarca no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), o mais movimentado do Brasil, acredita que está sendo recebido por treinados agentes da Polícia Federal ao apresentar seus passaportes para entrar oficialmente no País. Mas, na verdade, os funcionários que checam e carimbam os documentos de viagem, fazem entrevistas de imigração e vistoriam bagagem em busca de drogas e armas são pessoas comuns, funcionários de uma empresa privada, sem nenhum treinamento ou compromisso com a defesa da soberania do Estado. O caso de Guarulhos não é uma exceção. Hoje, empresas prestadoras de serviço dominam o controle imigratório nos aeroportos, portos e até postos de fronteira. Parece óbvio, mas entregar a terceiros a fiscalização de quem entra ou sai do País é temerário e põe em risco à segurança nacional. A fiscalização deficiente é o paraíso para traficantes, imigrantes ilegais, criminosos procurados pela Interpol e terroristas, que podem transitar livremente por aqui sem que as autoridades de plantão tomem conhecimento. Enquanto o resto do mundo está debruçado em soluções para reforçar a segurança de suas fronteiras, por aqui o governo terceiriza o controle de passaportes e imigração nos aeroportos, uma atividade que nunca deveria ter saído das mãos da Polícia Federal. Hoje, estima-se que a PF gaste mais de R$ 100 milhões para transferir a responsabilidade a empresas privadas de um serviço que deveria ser executado por ela de acordo com a Constituição Brasileira.
O processo de loteamento de áreas estratégicas começou há quatro anos, sem que houvesse o necessário debate pelo Congresso, pela sociedade e contra parecer da própria Polícia Federal. Mais grave: era para ser uma solução provisória, como explica à ISTOÉ o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, hoje governador do Rio Grande do Sul. “Sempre defendi que isso só se justifica como provisoriedade”, afirma Genro. Mas, no Brasil, o que é provisório com frequência se torna permanente. O problema é que Tarso Genro havia sido informado das consequências da terceirização. Um relatório interno da PF, obtido por ISTOÉ, revela que repassar a empresas privadas tais atividades era a última das opções para reduzir o gargalo provocado pelo crescimento exponencial de passageiros. “É de longe a hipótese mais controversa de todas e esbarra em sérios problemas de ordem legal”, concluiu a delegada Silvane Mendes Gouvêa, presidente da comissão. Em ordem de prioridade, o MJ poderia aumentar o contingente policial ou passar o controle migratório para as mãos de servidores administrativos da própria PF. O documento, de 37 páginas, com cinco anexos, listou uma série de critérios que deveriam ser adotados em caso de se decidir pela terceirização. Por exemplo, para cada três terceirizados deveria haver ao menos um policial como supervisor.

Mas o que se vê hoje é um descontrole total. Em alguns aeroportos, como o Tom Jobim, no Rio de Janeiro, cada agente da PF precisa monitorar o trabalho de até dez terceirizados. A média nos terminais terceirizados é de um policial para cada sete funcionários privados. Na Tríplice Fronteira, entre Paraguai e Argentina, há 103 funcionários terceirizados para um total de 15 agentes federais. Eles fiscalizam tudo que passa na Ponte Internacional da Amizade e na Ponte Tancredo Neves. Também são responsáveis pela emissão de passaporte e controle de raio X.
Os funcionários terceirizados geralmente encaram o serviço como um bico. Ganham pouco mais que um salário mínimo e logo que conseguem algo melhor abandonam o posto. “Trabalhei seis meses na Ultraseg, em Guarulhos. Foi meu primeiro emprego”, afirma Domênica Duarte, 22 anos. O resultado é uma rotatividade altíssima que impede a qualificação desses profissionais. E a maioria das terceirizadas são empresas de mão de obra de serviços gerais, algumas sem nenhuma relação com a atividade de controle migratório. “Essas empresas fecham contratos milionários, dão calote nos funcionários e depois desaparecem”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores da PF no Rio de Janeiro, Telmo Correa. Funcionários contaram à ISTOÉ que a PF paga às terceirizadas R$ 3,5 mil por contratado, mas o funcionário recebe no máximo R$ 800.

Uma dessas fornecedoras de mão de obra, a Visual Locação, Serviço e Construção Civil, dos sócios Herbert de Ávila e Alessandro Fagundes, simplesmente sumiu do mapa. No ano passado, a empresa embolsou mais de R$ 33 milhões do governo federal, dos quais R$ 2,7 milhões foram destinados ao pagamento de terceirizados no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. ISTOÉ esteve em dois endereços registrados em nome da Visual em cidades-satélites de Brasília. O escritório num velho sobrado foi abandonado há dois meses. O corretor, que pediu anonimato, diz que Herbert “não pagou o aluguel, trocou os telefones e desapareceu”. A outra “sede” da empresa fica numa casa sem reboco em área da periferia que integra o programa de incentivos fiscais do governo do Distrito Federal. Apesar do muro alto que cerca o local, pode-se ver a placa com o nome da empresa jogada num canto, enferrujada. “Há duas semanas não aparece ninguém aí”, conta um vizinho.
O caso da Visual não é exceção. A Cosejes, responsável pela emissão de passaporte, embolsou o dinheiro do governo, deu calote nos funcionários e fechou as portas. “Um dia eles não depositaram. Ligamos para a empresa no Ceará e ninguém atendeu. Fomos à filial aqui em São Paulo e já não havia ninguém”, conta Alyne Scirre, 23 anos. A ex-funcionária diz que foi censurada pelos próprios policiais. “Diziam que a gente estava chorando por miséria e que o dono da Cosejes era delegado de polícia”, afirmou.
Outro problema é que as empresas terceirizadas não preenchem todos os postos de trabalho, explica o diretor de relações de trabalho da Federação Nacional de Policiais Federais (Fenapef), Francisco Sabino. “Em Guarulhos, a empresa que assumiu os guichês da PF em janeiro contratou 120 pessoas e não completou a cota de 200 funcionários. Por causa do acúmulo de trabalho e dos salários baixos, os terceirizados já pensam em entrar em greve”, afirma Sabino. Ele se refere à empresa SkyServ Locação de Mão de Obra Ltda., que assinou com a Superintendência da PF em São Paulo um contrato de R$ 5,9 milhões para prestar serviços neste ano. Quase a totalidade dessas empresas, aliás, torna-se alvo de ações trabalhistas na Justiça. Acontece que os funcionários são normalmente contratados como recepcionistas ou digitadores, mas acabam exercendo funções de polícia. “Éramos registrados na carteira como recepcionista. Mas fazíamos todo o trabalho de confecção do passaporte”, relata Alyne Scirre. E confirma que tinha acesso a informações particulares no banco de dados da PF. “O trabalho é todo feito por nós. Os policiais nem precisam assinar”, diz. Dentre as atividades que Alyne exercia estão o cadastramento dos dados do requerente no sistema da PF, o envio das informações para a Casa da Moeda e a verificação do documento final. Uma responsabilidade grande demais para quem dava os primeiros passos no mercado de trabalho.
Não bastassem os problemas de ordem prática, a terceirização também enfrenta impedimentos legais. O relatório da Polícia Federal, que passou pelas mãos de Tarso Genro e do então diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, é claro: “Em razão de a atividade de fiscalização migratória doutrinariamente enquadrar-se no exercício do poder de polícia pelo Estado, ela é por natureza indelegável. Com isso deve ser executada por servidores efetivos do Departamento de Polícia Federal.” O advogado Luiz Carlos Cavalcanti, especialista em direito constitucional e autor de um estudo sobre o caso, explica que o controle de imigração é um trabalho complexo e altamente especializado. “A habilitação do agente da PF se dá através do estudo de uma disciplina específica denominada polícia marítima aeroportuária e de fronteiras, inserida na grade curricular do curso de formação profissional. A matéria é eliminatória”, afirma Cavalcanti. Se o policial for reprovado nesta disciplina, é imediatamente desligado do curso de formação profissional e do concurso público para agente da PF. O especialista lembra que um policial federal é submetido a investigação social para entrar na carreira, segue regime disciplinar específico e responde a uma corregedoria. Já os terceirizados não estão submetidos a nenhum tipo de controle. “Ninguém sabe de onde vêm e para onde vão esses funcionários. Eles não têm nenhum comprometimento com a instituição”, afirma o diretor da Fenapef, Francisco Sabino.
“Do jeito que está qualquer um pode embarcar com passaporte falso. Os terceirizados não sabem a diferença entre um imigrante ilegal, um padre ou uma mula do narcotráfico”, afirma Telmo Corrêa, do sindicato da PF. Agente por formação, ele lembra que a atividade de fiscalização imigratória foi confiada pela Constituição, em seu artigo 144, “de maneira inequívoca” ao Departamento de Polícia Federal. E acrescenta um dado surpreendente nessa complexa equação. Com a realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, as empresas americanas e inglesas querem entrar no lugar das terceirizadas nacionais e assumir o controle da nossa imigração. “É um absurdo. Uma ameaça à nossa soberania”, avalia Telmo.
Esse risco não existiria se Genro e Corrêa tivessem escutado as recomendações da comissão da PF. A saída para os gargalos nos aeroportos era de fácil execução, como consta do relatório. “A contratação de mais policiais é a solução que resolve mais rapidamente o problema do controle migratório, uma vez que não haveria necessidade de mudança na rotina de fiscalização”, dizem os delegados no documento. A demanda por mais policiais seria atendida com recém-formados pela Academia Nacional de Polícia. Segundo levantamento da própria PF, bastaria a contratação de mais 181 policiais para atuar nos aeroportos do Rio e de São Paulo. Naquele ano, a academia formou 210 policiais, o suficiente para dar conta do recado. Entretanto, a cúpula da PF optou pelo caminho da terceirização, alegando que os policiais são uma mão de obra qualificada demais para a execução de serviços burocráticos.

Fontes da PF afirmam que Luiz Fernando Corrêa pressionou a comissão para que concluísse o relatório a seu gosto. Em vários trechos do relatório da PF, é citada a informação de que “o Ministério da Justiça estaria disposto a fornecer recursos para a contratação de terceirizados”. Na conclusão, o grupo de delegados ressalta que “não sendo escolhida pela direção-geral a alternativa de dotar com lotação efetiva de policiais os aeroportos”, o problema só poderia ser resolvido com a terceirização. O documento subsidiou a medida provisória que alterou a Lei 8.745/93 e abriu as portas para a privatização do controle migratório. Procurado por ISTOÉ, o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não se manifestou sobre o assunto. Coube ao diretor-executivo da PF, Paulo de Tarso Teixeira, fazer a defesa da instituição. “Os policiais continuam sendo responsáveis pelo controle migratório. Não houve transferência de competência da PF para ninguém”, garante Teixeira. Transferência houve. O trabalho da PF nos aeroportos foi privatizado. Mas em nada aliviou o transtorno vivido pelos brasileiros no agendamento a perder de vista da emissão de passaporte e nas longas filas de desembarque de passageiros.

Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/5/23/a-privatizacao-da-policia

Polícia Civil do Rio de Janeiro: começa a realização de concursos!



Polícia Civil do Rio de Janeiro abre 44 vagas para perito legista

RIO - A Polícia Civil do Rio de Janeiro publicou edital do concurso que visa ao preenchimento de 44 vagas no cargo de perito legista de 3ª classe, que exige nível superior. O salário oferecido é de R$ 3.474,37.

São oferecidas cinco vagas para a especialidade de genética forense - bioquímica, 29 para clínica médica/necropsia - medicina, três para odontologia e sete para toxicologia - farmácia.

As inscrições poderão ser feitas do dia 31 deste mês a 30 de junho, no site da Fundação Getúlio Vargas , organizadora do concurso. O valor da taxa de inscrição será de R$ 80.

O concurso será composto de duas fases: a primeira terá prova de conhecimentos, prova de capacidade física, exame psicotécnico e exame médico. A segunda fase consistirá do Curso de Formação Profissional, com apuração de frequência, aproveitamento e conceito, e da prova de títulos.

Os candidatos aprovados na primeira fase serão submetidos à prova de investigação social, que poderá se estender até a homologação final do concurso. Aqueles aprovados na segunda fase serão convocados para a realização de exame médico pré-admissional.

As informações referentes a horário, tempo de duração e local de realização das provas (nome do estabelecimento, endereço e sala), assim como demais orientações, estarão disponíveis a todos os candidatos a partir do dia 31 de maio, no site da FGV ou pela Central de Atendimento, pelo telefone (21) 2579-3165 das 9h às 17h.
Fonte: O Globo.
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Estive presente em reunião com o subchefe administrativo da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Delegado Sérgio Caldas, na data de ontem, 23/05, e obtive a confirmação da realização de outros concursos para a PCERJ em breve, incluindo vagas para Delegado!
Bons estudos! 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

MENSAGEM do DIA (23/05/2011)..!!!


UM DIA peguei um TAXI para o AEROPORTO.

ESTÁVAMOS rodando na FAIXA CERTA QUANDO, de repente, um CARRO PRETO saiu de repente do ESTACIONAMENTO DIRETO na NOSSA FRENTE.

O TAXISTA PISOU no FREIO BRUSCAMENTE, DESLIZOU e ESCAPOU de BATER em OUTRO CARRO, foi mesmo por UM TRIZ!

O MOTORISTA desse OUTRO CARRO SACUDIU a CABEÇA e COMEÇOU a GRITAR para NÓS NERVOSAMENTE.

MAS o TAXISTA APENAS SORRIU e ACENOU para o CARA, fazendo um SINAL de POSITIVO. E ELE o fez de MANEIRA BASTANTE AMIGÁVEL.

INDIGNADO LHE PERGUNTEI: “Porque VOCÊ fez isto?! ESTE CARA quase ARRUÍNA o SEU CARRO, a NÓS, e quase nos manda para o HOSPITAL?!?!'

FOI QUANDO o MOTORISTA do TAXI me ENSINOU o que EU AGORA CHAMO de "A LEI DO CAMINHÃO DE LIXO."

ELE EXPLICOU que MUITAS PESSOAS são como CAMINHÕES de LIXO. ANDAM por AÍ CARREGADAS de LIXO, CHEIAS de “FRUSTRAÇÕES”, de “RAIVA”, “TRAUMAS” e “DESAPONTAMENTO”.

À MEDIDA QUE suas PILHAS de LIXO CRESCEM, ELAS precisam de UM LUGAR para DESCARREGAR, e às vezes DESCARREGAM sobre a GENTE.

NUNCA TOME ISSO COMO PESSOAL!

ISTO NÃO É PROBLEMA SEU! É DELE!

APENAS “SORRIA”, “ACENE”, “DESEJE-LHES” sempre “O BEM”, e vá em “FRENTE”!

NÃO PEGUE o LIXO de TAIS PESSOAS e nem o ESPALHE sobre “OUTRAS PESSOAS” no “TRABALHO”, em “CASA”, ou nas “RUAS”.

FIQUE TRANQUILO... respire e deixe o “LIXEIRO PASSAR”.

O PRINCÍPIO DISSO é que PESSOAS FELIZES não deixam os CAMINHÕES de LIXO ESTRAGAREM o SEU DIA.

A VIDA é MUITO CURTA, não leve LIXO com VOCÊ!

LIMPE os “SENTIMENTOS RUINS”, “ABORRECIMENTOS do TRABALHO”, “PICUINHAS PESSOAIS”, “ÓDIO” e “FRUSTRAÇÕES”!

“AME as PESSOAS” que “TE TRATAM BEM”. E “TRATE BEM” as que não o “FAZEM”!

A VIDA é DEZ POR CENTO do que VOCÊ faz dela e NOVENTA por CENTO da MANEIRA como VOCÊ a RECEBE!

TENHA UMA ÓTIMA SEMANA!!

E LEMBRE-SE: “LIVRE-SE dos LIXOS”!!

A PAZ de JESUS CRISTO esteja CONOSCO nos ESTUDOS!!

BOM INÍCIO de SEMANA para TODOS NÓS!!

Abraços fraterno;

Azambuja.

Obs.: recebi essa mensagem, hoje de manhã, do meu “AMIGO” – “IRMÃOZINHO” e “COLEGA de ESTUDO” (“FACCO”). Valeu Guri Bom!

Investigação Policial no Profissão Repórter


Para quem não viu, merece ficar registrado no Saga Policial o Profissão Repórter de 17/05/11, sobre investigação policial!

O programa mostra:
Força-tarefa trabalha em Recife, uma das capitais mais violentas do país. Peritos agem na rua e no laboratório em São Paulo para desvendar crimes.
O experiente repórter policial Valmir Salaro e a jovem jornalista Paula Akemi recontam juntos a história de um crime famoso, o da Rua Cuba, em que um casal foi morto dentro de casa em 1988.
Valmir Salaro e Paula Akemi tentam falar com o filho do casal morto na rua Cuba, em São Paulo, em 1988. Caco Barcellos mostra o trabalho de tecnologia e interpretação feito pelos peritos no laboratório do Instituto de Criminalística, em São Paulo.




domingo, 22 de maio de 2011

O lado obscuro da Polícia Federal


Ao fiscalizar a polícia mais respeitada do Brasil, o Ministério Público denuncia tortura, inquéritos malfeitos e omissão no combate ao tráfico de armas.

21/05/11
Na noite de 21 de agosto de 2007, o agente da Polícia Federal Roberto Shiniti Matsuuchi entrou em sua casa, localizada em um condomínio de classe média alta em Brasília, e encontrou o alarme desligado e as gavetas reviradas. Matsuuchi percebeu que havia sido vítima de um furto. Haviam sumido relógios, óculos de sol, máquinas fotográficas, um uniforme completo da PF e uma pistola austríaca Glock, sucesso mundial como arma de pequeno porte. Como qualquer cidadão, Roberto Matsuuchi foi a uma delegacia de polícia e registrou o crime em um boletim de ocorrência. No dia seguinte, sua mulher, a agente federal Ana Cristina Matsuuchi, que trabalha na sede da PF, fez uma comunicação do furto a seu chefe imediato, o delegado federal Anderson Gustavo Torres. Mesmo sem ter competência legal para isso – por lei, investigar crimes como esse é trabalho para a Polícia Civil –, Torres abriu uma investigação paralela para descobrir os ladrões. De acordo com uma denúncia apresentada há dez dias pelo Ministério Público à Justiça Federal, o delegado Anderson Torres, o casal Matsuuchi e outros três agentes federais cometeram barbaridades nessa investigação informal.

Segundo a denúncia dos procuradores da República José Alfredo de Paula Silva e Bruno Calabrich, os policiais federais teriam – à luz do dia e diante de testemunhas, inclusive de vizinhos dos Matsuuchis – sequestrado dois rapazes, Marcelo Lamartine Coelho e Clésio Divino de Castro. Os dois, segundo os procuradores, foram levados para locais ermos. Algemados, foram submetidos a espancamentos em uma sessão de tortura para confessar o crime. Coelho e Castro teriam sido submetidos a asfixia por saco plástico, uma técnica muito praticada nos porões da ditadura militar (1964-1985) e imortalizada em uma cena brutal no filme Tropa de elite. De acordo com a denúncia, dois dias depois da sessão de tortura, Coelho e Castro passaram por exames no Instituto Médico-Legal. Apesar de nada terem constatado em Coelho, os peritos identificaram lesões que teriam sido feitas com instrumento contundente em Clésio de Castro. Semanas depois, a Polícia Militar do Distrito Federal encontrou a pistola Glock e prendeu os verdadeiros bandidos, que nada tinham a ver com Coelho e Castro.

A VÍTIMA: confundido com ladrão, Marcelo Coelho teria sido sequestrado e torturado por agentes da PF

A denúncia contra os seis federais é uma das várias ações do Ministério Público Federal que mostram um lado obscuro da Polícia Federal, uma instituição em geral reconhecida pelo profissionalismo de seus agentes, pela eficiência nas investigações e pelos métodos modernos de apuração de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, desvios de verbas federais e contrabando. A grande maioria dos policiais federais justifica essa fama. Mas como em toda grande corporação – a PF tem mais de 15 mil policiais – há joio em meio ao trigo. E algumas ervas daninhas começaram a aparecer depois que o Ministério Público Federal resolveu exercer para valer sua prerrogativa constitucional de controle externo da PF – uma atribuição que, até 2008, era exercida pelos procuradores de forma burocrática e sem rigor.

A mudança de atitude do Ministério Público foi desencadeada pela Operação Satiagraha – marco na história de operações de combate à corrupção pela PF. Comandada pelo hoje deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), a Satiagraha causou estardalhaço ao levar à cadeia o financista Daniel Dantas, o controlador do Opportunity. A operação, porém, passou a ser contestada pela própria PF depois da revelação de que agentes secretos da Abin e da Aeronáutica participaram da investigação e de que outras irregularidades foram cometidas por Protógenes, como violação de sigilo funcional e fraude processual. Por causa dessas irregularidades, Protógenes foi condenado, em primeira instância, pela Justiça Federal de São Paulo.

Depois da Satiagraha, os procuradores da República passaram a cobrar as investigações da corregedoria da PF sobre eventuais irregularidades praticadas por policiais. Esbarraram na resistência corporativa da polícia, que considerou a iniciativa do Ministério Público uma interferência indevida em seus assuntos internos. O chefe da Corregedoria-Geral da Polícia Federal, delegado Valdinho Jacinto Caetano, orientou as superintendências e delegacias em todo o país a não entregar suas investigações internas aos procuradores. “Somos rigorosos, cortamos na própria carne. Quando há crime, nós comunicamos ao Ministério Público”, afirma Caetano. Como argumento, ele brande os números dos 1.824 processos administrativos disciplinares instaurados nos últimos cinco anos, que levaram à expulsão de 55 policiais federais e à suspensão de outros 257.

Uma das investigações que a Polícia Federal se recusou a enviar ao Ministério Público se refere às denúncias de tortura contra a equipe do delegado Anderson Torres. Para a corregedoria da PF, não houve tortura e nada havia a censurar no comportamento dos seis policiais federais. Para os procuradores da República, a apuração da corregedoria da PF foi feita sob medida com o objetivo de acobertar o crime cometido pelos policiais. Baseado em depoimentos das vítimas e de testemunhas, os procuradores da República dizem que o delegado Anderson Torres comandou pessoalmente a diligência para prender Clésio de Castro e depois participou da tortura. Entrevistado por ÉPOCA, o delegado negou a acusação feita pelos procuradores. “Não houve nada disso. Essa denúncia é um absurdo”, afirma Torres. Ele disse que resolveu investigar o furto porque queria averiguar uma suposta ação do tráfico internacional de drogas contra seus agentes. Torres diz que chegou a ir à delegacia da Polícia Civil, que investigava o caso, mas nega ter participado de diligências ou de tortura. Roberto Matsuuchi e Ana Cristina Matsuuchi não quiseram se manifestar sobre a denúncia do Ministério Público.

Em dezembro passado, o Ministério Público Federal fez outra denúncia à Justiça Federal acusando agentes da PF de envolvimento em crimes contra direitos humanos. Em três visitas à carceragem da PF em Brasília, instalada em uma das dependências da Penitenciária da Papuda, os procuradores da República afirmam ter comprovado que os presos sofriam maus-tratos e tortura. Lá, ficam os presos acusados de crimes federais ainda não condenados e os que esperam decisão do Supremo Tribunal Federal sob pedido de extradição. Além de espancamentos, os procuradores afirmam que, em setembro do ano passado, foi servida água misturada com detergente para os presos da carceragem beberem.

Os presos se queixaram ao MP. De acordo com os procuradores, como represália, o chefe da carceragem, o agente da Polícia Federal Avilez Moreira de Novais, mandou que os presos fossem despidos, algemados e levados só de cuecas para uma pequena área onde ficaram amontoados sob sol escaldante por horas. Alguns passaram mal e dois tiveram de ser atendidos no hospital. A pedido do Ministério Público, a Justiça Federal afastou o agente Avilez Novais. Para o corregedor da PF, delegado Caetano, a denúncia foi uma injustiça e é inconsistente. “A denúncia teve como base o depoimento dos próprios presos”, afirma Caetano. “Vamos nos defender na Justiça.”

Além de abusos, como tortura, os procuradores envolvidos na fiscalização da PF afirmam ter encontrado indícios preocupantes de mau desempenho por parte da instituição. De acordo com o grupo nacional de controle da PF no Ministério Público, menos de 30% dos inquéritos relatados pela PF são aproveitados pelo Ministério Público e usados em denúncias à Justiça. Em 2009, em São Paulo, os procuradores da República em São Paulo arquivaram 5.706 inquéritos policiais e aproveitaram apenas 914 para ações penais. Para os procuradores, algumas causas explicam esse desempenho pífio. Como os crimes federais prescrevem mais rapidamente e as investigações se arrastam, os prazos para apresentação de denúncia, com frequência, vencem antes da conclusão dos inquéritos. Além disso, muitas investigações incompletas não conseguem comprovar a materialidade ou a autoria dos crimes.

A Polícia Federal rebate essa crítica e diz que há outras causas para o baixo aproveitamento das investigações policiais. Segundo a assessoria da PF, a corporação é obrigada a investigar todas as denúncias que recebe. Em muitos casos, a investigação termina sem que haja crime para denunciar. Em casos de sonegação fiscal e crimes contra a Previdência, as investigações são arquivadas, segundo a PF, porque os acusados pagam as dívidas e se livram do inquérito.
 
  No alto, a casa dos agentes federais em Brasília que foi assaltada. Acima, reprodução do laudo que afirma ter havido tortura. O corregedor da PF, Valdinho Caetano (à esquerda), comanda a reação da polícia às denúncias do MP

Por causa de divergências sobre os limites do controle externo, a Polícia Federal e o Ministério Público estão em litígio judicial em vários Estados. O pior conflito ocorre no Rio de Janeiro. Lá, os procuradores dizem ter constatado uma baixa produtividade da polícia em investigações sobre tráfico internacional de armas e de drogas. Eles requisitaram os relatórios de inteligência produzidos pela PF. Por orientação da direção nacional, a superintendência da PF no Rio se negou a entregar os documentos sob o argumento de que a Diretoria de Inteligência Policial e suas seções não estão sujeitas ao controle do Ministério Público. “Como parte do Sistema Brasileiro de Inteligência, o controle externo desse setor da PF é feito pelo Congresso”, afirma o delegado Caetano.

Os procuradores da República tomaram depoimentos de delegados envolvidos na repressão ao tráfico de armas e passaram a acusar a PF de omissão no combate ao crime. Também entraram com uma ação na Justiça para ter acessos aos relatórios de inteligência. “Esses relatórios deveriam ter sido enviados ao Ministério Público, mas não foram. Isso é grave”, afirma o procurador Marcelo Freire, do grupo de controle externo da PF no Rio de Janeiro. A disputa no Rio mostra o nível de beligerância a que chegou a relação entre a polícia e o Ministério Público, instituições que deveriam trabalhar em regime de colaboração.
"Segundo o Ministério Público, menos de 30% dos inquéritos da PF rendem denúncias à Justiça"

Fonte: Revista Época (Matéria de Andrei Mereles)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

PRF divulga nota técnica sobre concurso interrompido


Segue o link para o site do DPRF com a nota sobre o concurso que ainda está paralizado, aqui.

No final da nota diz:


Assim sendo, o referido Concurso Público regido pelo Edital nº1/2009 continua paralisado, aguardando decisão judicial das ações citadas, e em nenhuma das ações é pleiteada a anulação das etapas já realizadas, sendo que o DPRF pretende retormar o certame com o aproveitamento das etapas já realizadas.

O pessoal que foi aprovado nas etapas anteriores pode ficar mais tranquilo... pode demorar mas um dia o concurso continua.

Valeu, abraço.

Protocolos para autorização de concursos da PF


Fala pessoal!!!

Uma notícia espetacular para quem espera por esse concurso... e com certeza vai alegrar o final de semana.

Seguem os links para os protocolos no Ministério do Planejamento que pedem a autorização para realização de concursos da Polícia Federal!!!!

1)Assunto: SOLICITA AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE CONCUCURSO PÚBLICO PARA O PROVIMENTO DE CARGOS DE AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL E DE PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL, DO DEPARTAMENTE DE POLÍCIA FEDERAL.

2)Assunto: SOLICITA AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO PARA O PROVIMENTO DE CARGOS DE DELEGADO E DE ESCRIVÃO, AMBOS DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL.

Vamos que vamos galera, firmes na nossa SAGA POLICIAL!!!
Agradecimento ao camarada C.D.O do CW.

Grande abraço.

“SABEDORIA BÍBLICA PARA CONCURSEIROS” !!!




OLÁ, AMIGOS!

NÃO PRECISA ser CRISTÃO para ler este RÁPIDO ARTIGO, Ok?!

NÃO se trata de NENHUMA ESPÉCIE de PROSELITISMO!

É SÓ para dizer que AQUELE DITADO que TODO MUNDO CONHECE, segundo o qual "O QUE SE PLANTA É O QUE SE COLHE", ele tem respaldo BÍBLICO.

ESTÁ LÁ em GÁLATAS 6,7:

"O QUE ALGUÉM TIVER SEMEADO, É ISSO QUE VAI COLHER".

ATÉ HOJE, 15 ANOS depois que VIREI CONCURSEIRO, JAMAIS CONHECI ALGUÉM que passou em CONCURSO sem se ESFORÇAR de VERDADE!

E SE ALGUÉM disser que CONSEGUIU essa PROEZA, SINCERAMENTE, não ACREDITAREI.

PLANTE ESFORÇO, DEDICAÇÃO, CORAGEM, SUPERAÇÃO, DETERMINAÇÃO E FÉ, E O FRUTO - A SUA APROVAÇÃO - INEXORAVELMENTE VIRÁ!

Abraços do amigo de sempre.

Sérgio Carvalho
sergio@euvoupassar.com.br

Fonte:
Eu Vou Passar - 17/05/2011. Com adaptações.

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AMIGOS CONCURSEIROS da SAGA !!!

APROVEITANDO esse BELÍSSIMO ARTIGO do PROFESSOR SÉRGIO CARVALHO do (“EVP – Eu Vou Passar”); quero contribuir com um Salmo ...


"OS que com LÁGRIMAS SEMEIAM, com JÚBILO CEIFARÃO. Quem sai andando e CHORANDO ENQUANTO SEMEIA, VOLTARÁ com JÚBILO, TRAZENDO os SEUS FEIXES." (Salmos 126.5-6).

POIS, ..... ''DESISTIR é uma PALAVRA que tem que ser ELIMINADA do DICIONÁRIO de quem SONHA e DESEJA CONQUISTAR, ainda que nem TODAS as METAS sejam ATINGIDAS. Não SE ESQUEÇA de que VOCÊ VAI FALHAR 100% das VEZES em que NÃO TENTAR, VAI PERDER 100% das VEZES em que NÃO PROCURAR, VAI ESTACIONAR 100% das VEZES em que NÃO OUSAR CAMINHAR.'' (Augusto Cury).

Obs.: no clipe, um vídeo da Banda "PHN" - TV Canção Nova. Música: Realiza um Milagre em MIM, (Dunga).

CONTINUEM “TREINANDO” & “PAPIRANDO” !!!

NADA pode ser MAIS IMPORTANTE do que o “HÁBITO” e a “DISCIPLINA” !!!

FIQUEM com “DEUS PAI”!

FORTE ABRAÇO a TODOS!

Azambuja.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Concurso para o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal



Pessoal saiu o edital para o concurso do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

- 23 Vagas para candidatos para matrícula no Curso de Formação de Oficiais Bombeiros Militares (CFO BM) do Quadro de Oficiais Combatentes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

- Remuneração: A remuneração mensal, prevista para o Cadete do primeiro ano é de R$ 3.413,62 e do segundo ano é de R$ 4.149,00 já acrescidas as gratificações a que faz jus.

Concluindo com aproveitamento o Curso de Formação de Oficiais, ao final de dois anos o Cadete
será declarado Aspirante-a-Oficial Bombeiro Militar, recebendo uma remuneração prevista de R$ 7.506,61, já acrescidas as gratificações a que faz jus.

- TAXA de inscrição: R$ 70,00

- Assuntos da prova: língua portuguesa; língua inglesa; matemática; química; física; noções de informática; legislação pertinente ao CBMDF.

- Requisitos (dentre vários, destaco): Nível superior, carteira de habilitação na categoria mínima B, se militar ou ex-militar ter comportamento disciplinar no mínimo "BOM".

- As provas objetivas e a prova discursiva terão a duração de 4 horas e 30 minutos e serão aplicadas no dia 17 de julho de 2011, no turno da tarde.
- Os locais e o horário de realização das provas objetivas e da prova discursiva estarão disponíveis para consulta na Internet, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/cbmdfcfo2011, na data provável de 8 de julho de 2011.

Edital completo aqui. Outras informações aqui.

É uma excelente oportunidade aos que estão almejanto o ingresso à carreira Policial!

Abraço.

Concurso Polícia Civil do Maranhão anunciado!


Governo do Maranhão fará concurso para a polícia com mil vagas

17/05/11
O presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, deputado Zé Carlos da Caixa (PT), revelou, após participar de reunião com o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, que o Governo do Estado do Maranhão vai realizar, ainda este ano, concurso público para admitir cerca de mil policiais.

Zé Carlos acha o concurso vai minimizar, em parte, a deficiência de policiais nos quadros da Polícia Militar e da Polícia Civil. Segundo o deputado, organismos internacionais recomendam um policial para cada 300 pessoas, mas o Maranhão só conta com apenas um policial para cada 800 habitantes.

Para o deputado, a Assembleia está atenta aos problemas de segurança, que são comuns em todo o Brasil, e não apenas no Maranhão. O parlamentar informa que participou de sucessivas reuniões com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública, buscando soluções para garantir a tranqüilidade da população.

Durante reunião com os deputados da Comissão de Segurança da Assembléia, realizada na quarta-feira (12), o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, expôs os graves problemas enfrentados pelo governo do Estado para garantir a segurança da população, na capital e no interior.

Na opinião do secretário, o maior desafio do governo do Estado do Maranhão na área de segurança pública é amargar a pior relação população efetivo de todo o Brasil, uma situação provocada pela ausência de concurso público durante muitos anos. "Temos que resolver esta situação imediatamente. O governo sinalizou a realização do concurso para mil policiais, que não são suficientes para resolver os problemas. Precisamos de mais 3.800 policiais. Contamos com o apoio da Assembleia para isso", comentou Aluísio Mendes. As informações são do jornal O Imparcial.
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Mais um concurso da saga policial anunciado!
O estudo contínuo é primordial para o sucesso. O anúncio do concurso foi feito, não deixe para estudar apenas quando o edital sair! Apostar que o concurso vai sair é melhor do que não acreditar! E segue a saga!

sábado, 14 de maio de 2011

O degradante trabalho policial


O degradante trabalho policial

Por: Heloísa Helena
Uma preliminar: minha total solidariedade às vítimas da brutalidade policial e minha repulsa ao policial infrator, torturador e que estabelece a condenável promiscuidade com o crime organizado. Eu mesma já fui vítima... seja, na minha adolescência, com o assassinato do meu irmão Cosme Luiz – com vários tiros de espingarda calibre 12 – seja contra o meu próprio corpo e minha dignidade pessoal e política. Mas explicito da mesma forma e intensidade a minha solidariedade aos policiais que perderam suas vidas ou foram mutilados na tentativa de exercerem com dignidade as suas atribuições em precárias condições de trabalho.

É incontestável que em todos os setores da sociedade existem os que devem ser chamados de imprestáveis, mas também os que dignificam suas profissões e honram as instituições em que trabalham A maioria dos trabalhadores das polícias tenta zelar pelo cumprimento dos seus deveres mesmo diante das gigantescas dificuldades enfrentadas.

A situação de civis e militares na área de segurança pública constitui uma das maiores aberrações do aparato estatal em Alagoas e em outras unidades da Federação. Daí a urgência em garantir melhoria das condições de salário e trabalho para todos (as) que são expostos a riscos para o cumprimento das suas obrigações profissionais.

Existem no cotidiano desses profissionais gravíssimas situações de degradação que de forma inimaginável estão corroendo a vida de homens e mulheres que são submetidos a essas ocorrências para o complexo desenvolvimento das suas atividades. São muitos os fatores que mostram a imensa diferença entre a organização do trabalho prescrito e a vivência do trabalho real lidando diretamente com a vida... situações extremas em que se pode tirar a vida de outro e se pode perder a própria vida, sendo ao mesmo tempo fonte e alvo da violência e experimentando diariamente grandes perdas emocionais e materiais que podem acabar por gerar mais violência.

A degradação acontece pelo cotidiano de longas jornadas de trabalho perigoso e exaustivo, de recursos materiais insuficientes, de insatisfação com a atividade e a remuneração, de dificuldades na ascensão profissional e muitos outros eventos traumáticos que levam à depressão, ao alcoolismo e uso de outras drogas psicotrópicas, a problemas cardiovasculares, transtornos psiquiátricos graves. Todos esses fatores constituem risco permanente para os trabalhadores e suas famílias e impactam negativamente no exercício das atividades essenciais na segurança pública.

O mais grave é que, além do processo degradante no cotidiano das suas atividades institucionais, os períodos de folga, licença ou férias não conseguem ser plenamente utilizados para recuperação física e emocional. Os policiais têm o dever de agir – flagrante compulsório e não facultativo – em situação de flagrante delito em qualquer momento, independentemente de estarem ou não no exercício da sua atividade funcional, o que lhes gera mais sobrecarga. Além disso, os miseráveis salários recebidos por eles acabam levando-os ao exercício de atividades laborais complementares (os “bicos”) em muitas vezes comprometendo sua imparcialidade nas decisões e fragilizando mais ainda a sua atuação no exercício profissional e a sua própria segurança pessoal.

As propostas são muitas e delas já tratei detalhadamente em artigo neste mesmo periódico como contribuição ao debate sobre alternativas para redução da violência em Alagoas e no Brasil, seja relacionada às Políticas Sociais ou à estruturação do Aparato Institucional de Segurança Pública. E continuo lutando, mesmo sabendo que a maioria dos agentes públicos não trabalha verdadeiramente por isso, e se comporta cinicamente como políticos bandidos protegidos por seus carros blindados e seguranças armados. Mas, o atual momento, a intensidade da precarização nas condições de trabalho e a indignidade salarial nas polícias impõem a agilidade da aprovação no Congresso Nacional das propostas relacionadas ao Piso Salarial para os Servidores Policiais (a PEC 300 e outras extensivas aos bombeiros, policiais civis e agentes penitenciários) e implementação imediata de política salarial de recuperação da dignidade profissional na área da segurança pública.

Ex-senadora, Heloísa Helena é vereadora do PSOL em Maceió.
Fonte: Jornal do Brasil

PRF continua gritando por socorro!



PRF só tem 60 homens para combater roubo, tráfico de drogas, armas e contrabando

13/05/2011 - 21h23
Enquanto os bandidos, principalmente os traficantes de armas e drogas estão fortemente armados e os ladrões de carros, os policiais rodoviários federais lutam heroicamente e conseguem, pelo menos equilibrar a “guerra” diária contra o crime organizado que atua nas estradas federais e na fronteira entre o Brasil e a Bolívia.

Posto Policial vulnerável a ação dos bandidos

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), tem apenas 60 homens para trabalhar diariamente. Esse número é quase o mesmo de dez anos atrás. Para evitar mortes, tanto de policiais, quando de pessoas expostas à violência do trânsito, hoje a PRF precisaria de no mínimo 350 policiais trabalhando por dia. Os policiais que trabalham com pistolas Ponto-40 e escopeta calibre 12, também precisam de armas pesadas, pois tem pela frente bandidos de mais alta periculosidade, fortemente armados, capazes de atirar e matar quem quer que seja, até autoridades. Na realidade, os rodoviários federais não fiscalizam as rodovias como faziam antigamente, pois estão trabalhando sem um mínimo de segurança. É bom lembrar, que entre outros crimes, os federais também estão combatendo traficantes de drogas e armas, apontados como os bandidos mais radicais do planeta. Mesmo assim os homens da PRF já retiraram de circulação em apenas quatro meses, mais de uma tonelada de pasta base de cocaína. Cadê o prometido helicóptero?


Presidente-Paulo Barros

“Muitos companheiros já morreram. Alguns até em combate direto com bandidos. Não queremos que isso volte a acontecer”, alertou o inspetor Paulo Vinícius Barros de Assis, de 38 anos, presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (Simprf) de Mato Grosso.

Assim como as Polícias Civil e Militar e até mesmo a Polícia Federal, a PRF também luta contra a falta de efetivo. Sem homens suficiente para trabalhar na fiscalização de quase seis mil quilômetros de malha viária federal e mais de 800 quilômetros de fronteira seca com a Bolívia, um dos mais conhecidos corredores de escoamento do tráfico de droga para Mato Grosso, outros estados e outros países, o pânico volta a tomar conta, principalmente de quem está todos os dias frente a frente com os “inimigos”.

Pelos cálculos de Paulo Barros, hoje a PRF tem em seus quatros funcionais cerca de 430 policiais rodoviários federais. O ideal, segundo o presidente do Simprf, seriam, pelo menos 1.400 homens para que as escalas de 24 horas de trabalho por 72 horas de folga tivessem, pelo menos 350 policiais trabalhando em todo Estado por dia”, pondera Paulo Barros.

Para se ter uma ideia do descaso e da falta de competências das autoridades em nível nacional, em junho termina o prazo para os aprovados no concurso de 2008 – concurso realizado para contratar 100 policiais para o Estado do Pará e 80 para o Estado de Mato Grosso -, sejam empossados e comecem a fazer o curso de formação de policial rodoviário federal.

“Esses 80 novos futuros companheiros, se vieram, representam apenas um gota d’água no oceano. No geral, hoje nós precisamos de 1.400 homens. Só temos, no máximo 450, sem contar que pelo menos 100 homens estão trabalhando no serviço burocrático de nossa sede central, em Cuiabá. Precisamos contratar mais homens, e urgentemente, pois os que estão trabalhando, o estão fazendo na base do sacrifício”, afirma o presidente do Simprf.


Para atender acidentes que já mataram 98 pessoas e deixaram 603 com ferimentos leves e outras 208 com ferimentos graves - números registrados entre primeiro de janeiro e dez de maio deste ano -, e ainda fazer todos os tipos de fiscalização, inclusive contrabando, tráfico de armas, tráfico de animais e tráfico de drogas, a PRF tem poucas viaturas, inclusive apenas seis motocicletas.

Ou seja, segundo a reportagem confirmou “in loco” ao percorrer quase todos os quilômetros que teriam que ser cobertos, palmo a palmo por viaturas e motos da PRF, que os rodoviários federais, que antes iam arás dos motoristas infratores por onde quer que ele estivessem, hoje só conseguem atender ocorrências em locais de acidente. Ou seja, só quando os fatos já aconteceram.

E olha que a PRF de Mato Grosso possui 17 postos de fiscalização e oito delegacias regionais. Só que, pelo que a reportagem também constatou, a maioria dos postos está funcionando em péssimo estado de conservação. Alguns até caindo aos pedaços, com desabamento de forros e infiltrações.

Sem contar, segundo destaca o inspetor Paulo Barros, que os locais são insalubres e não apresentam um mínimo de condição de trabalho. O presidente do Simprf não esconde sua ansiedade por melhores dias para a PRF, pois a meta é dobrar os números de apreensões, principalmente de drogas e armas, as apontadas como as duas principais molas propulsoras da violência e do crime organizado no país.

“Viatura até que dá para quebrar o galho. Faltam motos potentes, pois só temos seis e precisaríamos de no mínimo mais 15. Também precisamos de armas pesadas como metralhadoras e fuzis de longo alcance. Agora eu pergunto: cadê o helicóptero? Prometeram faz tempo, mas até o momento nada. Precisamos de mais de um helicóptero, mas pelo menos um já nos ajudaria em muito no combate ao tráfico de drogas e armas e na fiscalização de fronteira. Com mais poder de combate, com certeza nós também dobraríamos as apreensões de drogas e de armas. Também dobraríamos o combate ao contrabando e às quadrilhas especializadas em roubos de carros, cargas e carretas que cruzam a fronteira. Estamos lutando para melhorar, e contamos com apoio da nova diretora geral da PRF, Maria Alice em Brasília”, concluiu Paulo Barros.

DESCASO: Um policial morto a tiros e outro sozinho e em socorro

Policial Federal Maranhão morreu em tiroteio

O policial rodoviário federal Carlos Roberto Maranhão foi executado por três ladrões de carro durante uma abordagem aos 36 anos. O companheiro de serviço dele, Vemberto de Souza Almeida, de 38 anos, foi vítima de um mau-súbito. Os dois, na realidade, foram vítimas do descaso, da falta de segurança e da falta de efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Caos que já se arrasta há mais de 20 anos em Mato Grosso.

O policial Maranhão levou dois tiros quando fez uma abordagem junto com um companheiro de trabalho dele, o patrulheiro Soares na BR-364, na altura da Serra de São Vicente. Ao parar o carro, dois dos três bandidos desceram armados e foram logo atirando.

O policial Soares que estava junto com Maranhão se jogou na pista. Rolou atirando e escapou dos tiros e ainda matou um dos assaltantes. Os outros dois fugiram do local em alta velocidade. A tragédia contra o policial rodoviário federal aconteceu no 28 de setembro de 1996 e vai completar 15 anos.

Na prática, segundo recomendam as normas de segurança, a abordagem feita por apenas dois policiais rodoviários federais em uma rodovia deserta, teria que ser feita por no mínimo oito policiais: dois na frente com metralhadoras, e dois atrás e dois em cada lado do veículo abordado, também com armas pesadas.

Sozinho em plena madrugada no posto da PRF da cidade de Água Boa – Leste, a 650 quilômetros de Cuiabá – o policial Vamberto Almeida, na época com 38 anos, morreu de um fulminante ataque cardíaco por falta de socorro.

Almeida, que teria morrido por volta das 2 horas da madrugada de 29 de julho de 2002, só foi encontrado seis horas depois, por volta das 8 horas, quando o colega de trabalho dele chegou para substituí-lo.

“Já perdemos muitos companheiros que tiveram mortes prematuras, tanto em combate contra o crime organizado, como mortos, como foi caso do companheiro Almeida, que morreu porque estava sozinho e não teve quem o socorresse. Isso é lamentável e não pode mais acontecer”, desabafou Paulo barros. (JRT). Fonte: Redação 24 Horas News
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O Saga Policial continua junto com os policiais da PRF na busca por uma instituição melhor. Mudou a diretoria geral da PRF, mas as mudanças dentro da instituição não estão acontecendo. O Governo Federal também só fica no discurso. Para fechar o descaso, milhares de candidatos aguardam o desfecho de um velho, ou novo, concurso público para a PRF!