quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PRF: Diretora afirma que faltam instrutores no órgão ..!!!


Maria Alice Nascimento, Diretora Geral da PRF

Por meio de seu perfil no Facebook, a diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Maria Alice Nascimento, afirmou que o departamento não possui instrutores suficientes para a formação dos aprovados nos concursos para policial rodoviário federal previstos para os próximos dois anos. “Hoje não temos nem instrutores suficientes para a formação de 1.500 (policiais) por ano até 2014, que é a previsão que foi assinalada pela Casa Civil”, disse ela, em resposta a uma pergunta sobre a necessidade de ampliação do quadro máximo da carreira.

Questionada pela FOLHA DIRIGIDA na última segunda-feira, dia 26, quanto ao déficit de instrutores revelado pela diretora- geral do departamento, a PRF informou que já possui um cronograma para, sendo autorizada pelo Ministério do Planejamento a abertura de uma nova seleção, formar instrutores para atender à demanda. De acordo com o departamento, os novos instrutores já estarão prontos quando for iniciada a etapa de formação concurso.

A expectativa é de que a permissão para a realização do concurso visando ao preenchimento das 1.500 vagas referentes a 2013 seja concedida até o fim deste ano. A abertura de concursos para a PRF já foi confirmada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso. Segundo ele, a recomposição do efetivo do departamento já possui o aval da presidente Dilma Rousseff. A intenção da PRF é realizar a nova seleção no início do próximo ano e formar duas turmas, cada uma com 750 aprovados, sendo uma ao fim de cada semestre. Para que a primeira turma seja formada no período desejado, seria necessário divulgar o edital já em janeiro, tendo em vista o tempo necessário para a realização de todas as etapas do concurso.

Apesar das declarações da sua diretora-geral, o departamento concluiu em setembro deste ano a formação de quase 750 policiais, e prevê para o próximo dia 18, a divulgação do resultado final do curso de formação para o qual se matricularam em torno de 720 excedentes do concurso de 2009, que está sendo finalizado este ano. A PRF admitiu, no entanto, que trabalhou com o número de instrutores no limite. O cargo de policial rodoviário federal é destinado àqueles que possuem o ensino superior completo em qualquer área, além da carteira de habilitação na categoria B ou superior. A remuneração inicial oferecida é de R$6.108,95, incluindo auxílio-alimentaçãode R$304.

Fonte: Folha Dirigida - 28/11/2012.

sábado, 24 de novembro de 2012

Aprovado o direito de investigar da polícia (?)


Aprovada a PEC que restringe poder de investigação do MP
 
22/11/2012
Por 14 votos a dois, foi aprovada ontem numa comissão especial do Congresso Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que dá às polícias o direito privativo de atuar em investigações criminais, retirando do Ministério Público o poder de apurar crimes. Os deputados da comissão não mantiveram, nem mesmo, a exceção para a atuação do Ministério Público em investigações de crimes contra a administração pública ou cometidos por organização criminosas, aberta pelo relator da PEC, deputado Fábio Trad (PMDB-MS).
 
Para ser promulgada, a emenda terá que ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara, com o apoio de pelo menos 308 votos, e depois no Senado.
O relatório de Trad dizia que o Ministério Público poderia atuar, “em caráter subsidiário” em investigações conduzidas pela polícia de crimes cometidos pelos próprios agentes públicos, contra a administração pública e crimes envolvendo organização criminosa. Trad enfatizou que seu parecer desagradava tanto representantes da polícia quanto do Ministério Público e beneficiava a sociedade. Mas não convenceu os colegas.
 
Procurador de Justiça licenciado, o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) apresentou voto em separado na comissão mantendo a possibilidade de o Ministério Público colaborar nas investigações criminais de qualquer natureza. Viera da Cunha defendeu que a comissão aguardasse o julgamento que será feito pelo Supremo Tribunal Federal sobre a competência nas investigações criminais para votar a emenda, mas também foi voto vencido.
 
Desde a semana passada, o presidente da comissão, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) tenta votar o projeto. No início da tarde de ontem ele conseguiu mobilizar os deputados. Dispostos a evitar a votação, Vieira da Cunha (PDT-RS) e o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) conseguiram impedi-la num primeiro momento, mas à noite, em seis minutos, Faria de Sá retomou a sessão e aprovou o relatório de Fábio Trad. Em seguida, simbolicamente, foi aprovado o destaque que modificou o relatório e inviabiliza que o MP possa fazer qualquer investigação.
 
- Ninguém questiona a importância do MP, mas cabe à polícia fazer a investigação. A investigação do MP não tem prazo, não tem controle. Os abusos são mais regra do que exceção – disse Bernardo Vasconcellos (PR-MG), autor do destaque que modificou o relatório de Trad.
 
Para Molon, o resultado final, com a retirada do artigo que permitia a investigação conjunta da polícia e do Ministério Público em alguns tipos de crime, ficou bem pior:
 
- Em vez de ampliar o poder de investigação, a comissão especial limitou. Quem perde é a sociedade.
Representantes de associações dos delegados atuaram para garantir o quórum na comissão, pedindo a presença de deputados na sessão no final da tarde. A Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), que reúne delegados civis, federais e do DF, apoiava o texto original.
 
- O Ministério Público continua com poder de requisitar diligências. E se o delegado prevaricar e não investigar, o MP pode denunciar – disse o vice-presidente da Adepol, Benito Tiezzi.
 
Já o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (Anpr), Alexandre Camanho, acredita que o plenário da Câmara vai reverter a decisão da comissão especial:
 
- O poder de investigação do MP deve ser irrestrito. Essa comissão foi majoritariamente composta por delegados, vejo engajamento corporativo. É um ambiente artificial. O plenário da Câmara terá visão diferente.
Fonte: O Globo
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O Promotor quer ser Delegado e o Delegado quer ser Promotor...
Seja como for...
O policial quer ser polical, mesmo na dor...
Pois trabalha muito e ganha um horror...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

É hora de mudar a polícia


É hora de reformar as polícias

Novembro/2012 - Renato Sérgio de Lima e Samira Bueno
Muito tem sido dito nos últimos dias sobre a crise na segurança pública em São Paulo e, mais recentemente, em Santa Catarina. Porém, só de modo residual começam a ressurgir questionamentos acerca do modelo que organiza as polícias brasileiras e que, em vez de dotá-las de eficiência no enfrentamento do crime organizado e da violência, as enfraquece e as torna reféns de estruturas burocráticas, ineficientes e arcaicas.

Os acontecimentos dos últimos três meses são repetições de situações agudas vividas em quase todos os Estados brasileiros nos últimos 15 anos e demonstram quão distante estamos dos padrões de civilidade de países desenvolvidos. Segurança tem se resumido à administração de uma constante agenda de crises, intercaladas por momentos de calmaria. Mas até onde conseguiremos postergar esforços para a reversão estrutural dessa situação?

O Estado, em seus vários poderes e instâncias, tem atuado a partir de um oneroso sistema de segurança pública que fica recorrentemente paralisado por disputas de competência, fragmentação de políticas e jogos corporativos, mas que, paradoxalmente, demanda investimentos crescentes para se manter.

E, infelizmente, no meio, ficam a população, sem força política suficiente para influenciar novas agendas, e os mais de 600 mil policiais brasileiros, que na ausência de regras claras de valorização profissional, só são lembrados como heróis quando são mortos.
Na brecha e no cotidiano das periferias das regiões metropolitanas, o medo e a insegurança acabam fortalecendo o crime e pautando a relação entre polícia e comunidade, entre Estado e sociedade.
Não é possível pedir civilidade e dignidade ao crime, mas é, sim, possível exigir racionalidade e eficiência democrática dos gestores públicos responsáveis por fazer frente à violência, ao medo e à criminalidade.

No lugar da cultura de ódio, que tanto marca manifestações públicas sobre o tema, temos que defender a garantia de direitos como o que diferencia o Estado da barbárie. Uma polícia forte não é sinônimo de violência, de obtenção de provas por meio de coações e/ou grampos indiscriminados.
O Brasil que queremos precisa de uma polícia forte e valorizada e que seja conhecida da comunidade. Polícias distantes dificultam não só a prevenção da violência, mas também a investigação de crimes. Sabendo a quem recorrer, fica muito mais fácil confiar na polícia e ajudá-la a cumprir sua missão.

A polícia não pode trabalhar sozinha, e criar vínculos públicos com a comunidade tem sido uma das estratégias mais bem-sucedidas no mundo. Ações de reorientação das práticas policiais em direção à participação da comunidade na formulação e execução de ações (conselhos, bases de polícia comunitária, entre outros) mostraram-se muito mais eficazes na reconquista da legitimidade e de espaços.

A história recente das políticas de segurança nos ensina que, entre as ações que mais tiveram êxito em reverter as taxas de violência, o envolvimento com a comunidade tem sido mais eficiente se associado a práticas integradas de gestão, pelas quais há uma irredutível aliança entre técnica e política.
E, nessa aliança, as melhores práticas concentraram suas energias no tripé aproximação com a população, uso intensivo de informações e aperfeiçoamento da inteligência.

Por uso intensivo de informações compreendemos a adoção de técnicas de produção de indicadores e análise de dados para planejamento, monitoramento e avaliação de operações policiais. Elas foram fundamentais para otimizar recursos humanos e materiais no dia a dia das polícias.

Já no aperfeiçoamento da inteligência, queremos destacar os esforços de coordenação dos fluxos de dados para a investigação criminal com vistas a reduzir ruídos e produzir provas mais robustas, que permitam punir quem comete um delito.

No entanto, por melhores que sejam essas práticas de gestão, sem uma mudança substantiva na estrutura normativa das polícias o quadro de insegurança hoje existente tenderá a ganhar contornos dramáticos.
Uma das lições de países que conseguiram reformar suas polícias, como Irlanda e África do Sul, é que quando a atividade policial deixa de ser autônoma e passa a responder à lógica das políticas públicas muito se ganha.

Para além de soluções puramente técnicas, percebe-se que os problemas da área podem ser mitigados quando a política está efetivamente comprometida na construção de uma nova postura do Estado em relação à sociedade. E, na esperança de que tal situação vire realidade, propomos a criação de uma comissão especial do Congresso para, em seis meses, elaborar um anteprojeto de reforma das polícias brasileiras.

Estamos diante de um momento ímpar, pelo qual as crises acontecem num ambiente de consenso de que algo precisa ser feito. Dito isso, precisamos de um passo adiante na busca de um Brasil mais seguro; um passo que alie as melhores técnicas e vontade política de mudar.

* RENATO SÉRGIO DE LIMA E SAMIRA BUENO SÃO DIRIGENTES DO FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA
Artigo originalmente publicado no portal Estadão.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Como funciona o serviço secreto brasileiro

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Raio X da atuação da Abin feito por ISTOÉ revela que o serviço de inteligência vive seu ápice desde a redemocratização. Hoje a agência monitora simultaneamente cerca de 700 alvos diferentes. De movimentos grevistas até a organização de grandes eventos.

Novembro/2012 por Claudio Dantas Sequeira
Em meados de julho, no auge da greve dos servidores públicos federais, a presidenta Dilma Rousseff recebeu das mãos do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Elito Siqueira, uma pasta de papel pardo com tarja vermelha onde se lia “urgente”. Dentro dela, um relatório sintético elaborado por espiões infiltrados nos movimentos grevistas traçava uma análise da situação no País e antecipava a tendência de enfraquecimento da greve. Depois da leitura do informe, Dilma pegou o telefone e avisou aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) que o governo não cederia aos protestos. O episódio, mantido em sigilo até agora, dá pistas de como funciona hoje o serviço secreto brasileiro. O relatório que fundamentou a decisão de Dilma foi elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A informação que chegou à presidenta foi precisa porque havia agentes da Abin infiltrados no movimento grevista. Entre as classes que espalharam o caos naqueles meses, curiosamente estavam entidades sindicais da própria agência de inteligência, cujos agentes se aproveitaram da circunstância para participar de assembleias e reuniões sem levantar suspeitas.

Infiltrações como essas se tornaram cada vez mais frequentes nos últimos anos. As greves e os movimentos sociais entraram definitivamente no rol de ameaças à segurança nacional. Um raio X da atuação da Abin, feito por ISTOÉ, revela que, após seguidas crises, o serviço de inteligência vive seu auge desde a redemocratização. Em apenas quatro anos, o orçamento da agência mais que dobrou, saltando de R$ 220 milhões em 2008 para R$ 527 milhões em 2012, com efeito direto no número de ações País afora. Hoje a agência monitora simultaneamente cerca de 700 cenários diferentes, do garimpo na fronteira a invasões de terra, transportes e organização de grandes eventos.

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ELO COM O PLANALTO
O general Elito despacha diariamente com Dilma, que
o recebe na garagem do Planalto por volta das 8h30

Desde o ano passado, a Abin acompanha as obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. Em agosto, um relatório de acompanhamento foi enviado pelo GSI ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O documento alertava para problemas de acessibilidade em centros esportivos e o risco de incidentes com a aglomeração de pessoas. Em outra ação preventiva, a Abin reportou ao GSI a crescente tensão entre trabalhadores e empreiteiros nos canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte (PA). O informe foi produzido por um agente externo, um general reformado que atua como consultor e recebe cerca de R$ 20 mil mensais – colaboradores estrangeiros ganham essa quantia em dólares. O informante constatou que “as condições precárias de alojamento e trabalho” poderiam deflagrar um conflito com impacto no andamento da construção e repercussão negativa na mídia. O Palácio do Planalto demorou para agir e os operários atearam fogo nas instalações.

Em outro episódio recente, mas no âmbito internacional, a Abin antecipou à Presidência o risco de que o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, perdesse o cargo. Um relatório especial de inteligência, elaborado por um agente encoberto em Assunção, apontava que o processo de impeachment contra Lugo seria aberto, porque ele já não tinha apoio no Congresso. Na semana anterior, o tema havia sido alvo de outro tipo de informe, mais sintético, apelidado no GSI de “mosaico”. Trata-se de uma página com tópicos e uma escala de cores para cada tema, indicando o nível de gravidade, do amarelo ao vermelho. É com esse papel em mãos que o general Elito despacha diariamente com Dilma, que o recebe na garagem do Planalto por volta das 8h30, e os dois sobem juntos pelo elevador. Ela faz uma leitura dinâmica e raramente comenta algo.

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Apesar do bom momento da Abin, nem tudo funciona como deveria. O órgão ainda gasta quase 90% de seu orçamento com pessoal, investe pouco em tecnologia, gasta tempo em burocracia, perseguições internas e ainda protagoniza trapalhadas. A mais recente foi a prisão do técnico de informática Willlian T.N., acusado de capturar senhas de acesso de 238 funcionários. Preso pela Polícia Federal o jovem foi readmitido uma semana depois e passa o dia sob vigilância numa sala sem computador. Descobriu-se que ele estava a serviço de um dos diretores da própria Abin.
 Montagem sobre foto de AFP PHOTO ECPAD
Fonte: Revista IstoÉ

sábado, 17 de novembro de 2012

Uma dose de realidade social...

PUBLICAÇÃO E DIVULGAÇÃO A PEDIDO DO DIRETOR.
 
ASSISTA E PARTICIPE!
 
DISCUTA E SAIA DA INÉRCIA SOCIAL!




Domínio Público from Paêbirú Realizações on Vimeo.

Esse documentário começou a ser filmado um ano atrás, de forma independente, com pouquíssimo recurso conseguido através da produção de um evento cultural. A equipe abriu mão de seus salários e os equipamentos foram cedidos gratuitamente. Percorremos as comunidades do Vidigal, Vila Autódromo, Providência, toda a Zona Portuária do Rio de Janeiro e o Maracanã, obtendo diversas imagens, entrevistando muitos moradores, participando de reuniões, debates e conflitos. Além disso, entrevistamos o professor Carlos Vainer do IPPUR/UFRJ, pesquisador de megaeventos, o Deputado Estadual Marcelo Freixo e o Deputado Federal Romário.
Nesse período, investigamos para onde estão indo todos os bilhões investidos no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, visando a Copa do Mundo e as Olímpiadas. Está muito claro para nós, que grande parte desse dinheiro sairá dos cofres públicos e servirá para enriquecer um grupo muito restrito de empreiteiros, políticos, bancos e empresários envolvidos com esses megaeventos. O legado que vai ser deixado para a população é muito pequeno. E o pior de tudo: várias comunidades estão sendo removidas, ilegalmente, das áreas de forte interesse imobiliário para periferias distantes, sem nenhuma infraestrutura e dominadas por milícias fortemente armadas e extremamente violentas.
Pretendemos continuar investigando esse processo, mas fazer cinema é complicado e os equipamentos são caros. Os meios de financiamento no Brasil são oriundos de leis de incentivo/editas que envolvem o governo ou grandes empresas, que jamais apoiariam projetos como o nosso. Estamos tentando o financiamento coletivo para prosseguir com o filme. Você pode doar qualquer valor a partir de 10,00 em troca de recompensas criativas, e ajudar na produção e divulgação dessas informações para a população. Precisamos de 90.000 reais, o que ainda é pouco, pois queremos filmar muito mais, finalizar um longa-metragem, divulgar na internet e exibir nas ruas, praças e comunidades através do Cine Ataque. Acreditamos que o nosso vídeo pode chamar a atenção da sociedade para as injustiças que estão sendo cometidas contra o povo brasileiro.
JUNTOS, NÓS PODEMOS INTERVIR NESSA REALIDADE. PARTICIPE !!!!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

MAIS COTAS NOS CONCURSOS – 5% PARA OS IDOSOS


Pelo menos 5% das vagas de Concursos Públicos poderão ser destinadas a candidatos com mais de 60 anos, ressalvados os casos em que a natureza do cargo impedir essa cota. É o que prevê proposta que poderá estar na pauta da próxima reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), prevista para ocorrer no dia 6 de outubro.

O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) já veda a fixação de limite máximo de idade como quesito para admissão em emprego público, ressalvadas as situações em que a natureza do cargo o exigir. O que o autor do projeto (PLS 60/09), propõe é acrescentar a essa lei a reserva da cota para pessoal com mais de 60 anos, o que, segundo argumenta, beneficiará a sociedade "pela contribuição social e profissional que pessoas mais maduras e experientes podem oferecer".

Ele explica ainda que boa parte dos idosos são hoje chefes de família, com renda média, inclusive, superior aos lares chefiados por não idosos. Em sua argumentação, cita estimativa indicando que, em 2020, 13% da população do país terá mais de 60 anos, o que representará um contingente em torno de 30 milhões de pessoas. Para o senador, garantir trabalho aos idosos é uma forma de preparar a sociedade para o crescimento desse segmento. "Não é admissível deslocar o problema para o futuro e não tomar medidas desde logo", alerta.

O senador por Sergipe registra ainda que a Constituição Federal (art. 37) já determina reserva de vagas para pessoas com deficiência em Concursos Públicos, direito regulamentado pela Lei 8.112/90, a qual fixa cota de até 20% do total de vagas em disputa.

Em seu voto favorável, a relatora, concordou sobre a necessidade de proteção ao crescente contingente de idosos brasileiros. "Crescimento esse que é uma tendência claramente para os anos vindouros", frisou ela.

Para ela, o projeto dá ainda esperança às pessoas da terceira idade, as quais, por falta de emprego disponível, enfrentam problemas com "frustração e baixa autoestima".

O projeto já foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Se for aprovado na CCJ e não houver recurso para que seja votado em Plenário, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Confira o inteiro teor do projeto, num arquivo em PDF, aqui: http://bit.ly/QZndLz

Informações no endereço eletrônico www.senado.gov.br

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A “FÉ” que “ESPERA, CONTEMPLARÁ MILAGRES” !!!


“DEUS” está GESTANDO seu MILAGRE, mas tenha “PACIÊNCIA meu AMIGO, meu IRMÃO”.!

ESTAMOS em UM MUNDO que quer TUDO pra ONTEM; APRENDEMOS, nos ACOSTUMAMOS e MUITAS VEZES nos ACOMODAMOS com a CULTURA “FAST-FOOD”, queremos TUDO RÁPIDO, COMIDA RÁPIDA, CARRO RÁPIDO, COMPUTADOR RÁPIDO, muitos por aí “NAMORO RÁPIDO” e hoje em dia a última novidade é o “FAST-MIRACLE” (MILAGRE RÁPIDO); queremos RECEBER LOGO o que PEDIMOS. Mas se PENSARMOS um pouco mais VAMOS DESCOBRIR que nem sempre os MILAGRES são INSTANTÂNEOS e que MUITAS VEZES isso pode ser um BOM SINAL pra VOCÊ TCHÊ.!

COMECEMOS a pensar por EXEMPLO no MARAVILHOSO MILAGRE da VIDA, no NASCIMENTO de UM BEBÊ, não basta que os PAIS o DESEJEM MUITO, o AMEM e ESTEJAM SAUDÁVEIS… é preciso APRENDER a ser AMIGO do TEMPO e ESPERAR o TEMPO NECESSÁRIO para que o BEBÊ ESTEJA TOTALMENTE GESTADO, e só depois vem o NASCIMENTO. Existe um TEMPO CERTO para NASCER e QUANDO esse TEMPO é de ALGUMA FORMA ACELERADO demais, ocorre INFELIZMENTE um ABORTO (ESPONTÂNEO). Poderíamos ainda FALAR de VÁRIOS EXEMPLOS SEMELHANTES para ILUSTRAR a IMPORTÂNCIA do saber esperar o TEMPO CERTO como: o SURGIMENTO da VIDA na TERRA, a CONSTRUÇÃO de um GRANDE EDIFÍCIO ou uma CATEDRAL, quem sabe ainda a ENCARNAÇÃO (PRIMEIRA VINDA de JESUS) que SÃO PAULO em GÁLATAS diz que EXISTIU um TEMPO DETERMINADO (cf. Gl 4,4), ou mesmo UM CASAMENTO que as CHANCES de DAR CERTO são DIRETAMENTE PROPORCIONAIS ao TEMPO e sobre TUDO a QUALIDADE do TEMPO que se teve “ANTES” do CASAMENTO, mas penso que o EXEMPLO da GRAVIDEZ, já é SUFICIENTE.

JÁ PAROU pra PENSAR que talvez a sua FÉ seja uma FÉ da CULTURA FAST-FOOD? E que TALVEZ VOCÊ AINDA NÃO RECEBEU o que está PEDINDO EXATAMENTE porque “DEUS” não quer que VOCÊ TENHA um MILAGRE ABORTADO? JÁ PENSOU ISSO?! VOCÊ quer VIVER na FÉ FAST-FOOD, na FÉ DELIVERY (PEDIU CHEGOU!), CUIDADO MUITAS VEZES essa COMIDA é cara e NEM SEMPRE é TÃO BOA! OS BEBÊS NÃO CHEGAM assim não é VERDADE? TEMOS MUITO a APRENDER com a GESTAÇÃO.!

“DEUS” está GESTANDO SEU MILAGRE, mas tenha PACIÊNCIA, quando CHEGAR a HORA CERTA o MILAGRE VAI NASCER, assim como na GESTAÇÃO, mesmo que VOCÊ não veja DIRETAMENTE o BEBÊ, ele está ali e mesmo que DEMORE LONGOS NOVE (09) MESES, não POUCAS VEZES com TANTOS SOFRIMENTOS: ENJOO, INXAÇO, FALTA de AR, DORES no CORPO, etc, e o PARTO ENTÃO? E se PERGUNTARMOS as MULHERES; “VALE a PENA o SACRIFÍCIO?” “SIM!” ELAS vão DIZER, JESUS até DISSE: “QUANDO A MULHER ESTÁ PARA DAR À LUZ, SOFRE PORQUE VEIO A SUA HORA. MAS, DEPOIS QUE DEU À LUZ A CRIANÇA, JÁ NÃO SE LEMBRA DA AFLIÇÃO, POR CAUSA DA ALEGRIA QUE SENTE DE HAVER NASCIDO UM HOMEM NO MUNDO” (Jo 16, 21), por isso TENHA CERTEZA, TENHA a FÉ INQUEBRANTÁVEL, “DEUS” está GESTANDO um MILAGRE e quando ELE CHEGAR, VOCÊ vai PERCEBER porque PRECISOU de TODO aquele TEMPO, e que TODO SOFRIMENTO da GESTAÇÃO PASSOU, e se LEVOU BASTANTE TEMPO (AOS SEUS OLHOS, PORQUE NOS OLHOS “DEUS” TUDO TEM UM TEMPO CERTO PARA ACONTECER), é porque o MILAGRE era IMENSO, era GRANDIOSO, CREIA NISSO: “DEUS” ESTÁ GESTANDO MILAGRES.

SENHOR, ENSINA-ME a VIVER no VOSSO TEMPO AGUARDANDO com FÉ a VOSSA AÇÃO em MINHA VIDA.!!!!

Fonte.: Padre Sóstenes Vieira / Blog TV Canção Nova. 

“AMIGO QUE EU SEMPRE QUIS”

VÍDEO - CELINA BORGES.: Cantora e Compositora de Música Católica Apostólica Romana do Brasil - (Renovação Carismática Católica).!

Que “DEUS PAI” “ABENÇOE” a “TODOS” e seus “FAMILIARES”.!!!

SUCESSO na CAMINHADA: “ESTUDOS/SAGA”.!!!

A PAZ de JESUS CRISTO e o AMOR de MARIA SANTÍSSIMA.!!!

Abraços Fraterno;
Azambuja.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DEPEN/MJ: AUTORIZADO CONCURSO com OFERTA de 138 VAGAS !!!


Conforme antecipou a FOLHA DIRIGIDA, saiu a autorização para o aguardado concurso do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A portaria do Ministério do Planejamento que permite a abertura da seleção foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira, dia 1º. Foram liberadas 138 vagas, sendo 100 para o cargo de agente penitenciário federal, de nível médio (no último concurso também foi exigida carteira de habilitação na categoria B ou superior), com remuneração inicial de R$4.650,04, já com auxílio-alimentação, de R$304. O prazo para a publicação do edital é de seis meses, indo, portanto, até maio de 2013.

As outras 38 vagas autorizadas são para os cargos de técnico de apoio à assistência penitenciária (quatro), de nível médio/técnico, e especialista em assistência penitenciária (34), de nível superior. Para esses, os ganhos mensais no início da carreira são de R$3.159,97 e R$4.521, respectivamente, também com o auxílio. De acordo a portaria de autorização, em atenção a uma decisão judicial, serão destinadas à penitenciária federal de Porto Velho (RO), ao menos, duas vagas de especialista, nas especialidades de Clínica Médica e Psiquiatria.

Para todos os cargos, a contratação é pelo regime estatutário, que proporciona estabilidade. A carga de trabalho é de 40 horas semanais ou de até 192 horas mensais, nos casos em que se aplique o regime de plantões. Além de penitenciária de Porto Velho, os concursados poderão ser lotados nas outras três unidades prisionais existentes, localizadas em Mossoró (RN), Catanduvas (PR) e Campo Grande (MS), na administração central do departamento, em Brasília, e, caso seja implementada a tempo, na quinta penitenciária federal, que será construída na capital federal.

Retificação - O Planejamento informou na última segunda-feira, dia 5, que será publicada nos próximos dias (possivelmente, já nesta terça, 6) uma retificação, corrigindo o nível de escolaridade de agente penitenciário. Equivocadamente, a portaria de autorização indica nível superior para o cargo, ao contrário do que consta na Lei 10.693/03, por meio do qual o cargo foi criado, que estabele o ensino médio completo como requisito para o ingresso.

Menos vagas - Embora a autorização do concurso tenha surpreendido, sendo liberada antes dos concursos programados para 2013 para Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), órgãos que estão sendo tratados como prioridades pelo governo, segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o quantitativo de vagas ficou bem abaixo das 714 solicitados pelo Ministério da Justiça em junho deste ano. O pedido foi para 640 vagas de agente penitenciário, 17 de técnico e 57 de especialista.

De acordo com a presidente do do Sindicato Nacional dos Agentes Penitenciários Federais em Mato Grosso do Sul (SinAPF-MS), Cíntia Rangel Assumpção, há informação de que as vagas liberadas seriam apenas para suprir o déficit decorrente da saída de servidores, enquanto que o pedido encaminhado ao Planejamento considerava inclusive a necessidade de contratar servidores para atuar na penitenciária federal de Brasília, cujo projeto para a construção ainda está sendo elaborado segundo o Depen, não havendo previsão para a divulgação do edital de licitação. Inicialmente, o Ministério da Justiça havia informado que as obras deveriam ser licitadas ainda este ano.

SAIBA COMO FOI O ÚLTIMO CONCURSO

O Depen realizou concurso pela última vez em 2008, oferecendo vagas para os três cargos que farão parte da seleção autorizada na última quinta. Na ocasião, foram oferecidas 600 vagas para agente penitenciário federal, que atraíram 98.204 inscritos, gerando um índice de mais de 160 candidatos por vaga. A organizadora do concurso foi a FunRio e as provas foram aplicadas em todos os estados. Como são definidas por lei, as etapas do concurso anterior deverão ser mantidas, sendo elas: provas objetiva, de aptidão física e de aptidão psicológica, além de investigação para verificação de antecedentes pessoais e curso de formação. Na seleção de 2008, o exame objetivo para agente versou sobre Língua Portuguesa, Conhecimentos de Informática, Raciocínio Lógico e direitos Constitucional, Administrativo, Penal e Processual Penal, além de Direitos Humanos.

Para técnico e especialista foram oferecidas em 2008, respectivamente, 12 e 44 vagas. Foram 1.823 inscritos para o técnico (índice de 151,9 candidatos por vaga) e 4.143 para o especialista (94,2). Para ambos, as provas objetivas trouxeram questões de Língua Portuguesa, Conhecimentos de Informática, Raciocínio Lógico, dos direitos Constitucional, Administrativo, Penal, de Direitos Humanos e de Conhecimentos Específicos. A seleção também incluiu as provas de aptidão física e de aptidão psicológica, investigação para verificação de antecedentes pessoais e o curso de formação.


Fonte.: Folha Dirigida - 07/11/2012 | 09h03min.

sábado, 10 de novembro de 2012

Essa é a Polícia Federal...

Uma luta incansável para entrar...

Aprovados no concurso de Agente de Polícia Federal 2012 reivindicam convocação
 
Nov/2012
Mais de 200 pessoas que formam o excedente de concurso público para a Polícia Federal estão reivindicando a convocação para curso de formação. No último processo seletivo realizado para a PF, mais de 100 mil pessoas se inscreveram e 236 aprovados em todas as etapas, estão esperando pela convocação para o curso de formação.
 
Neste ínterim, o governo anuncia que quer fazer um concurso para preenchimento de 600 vagas e o grande questionamento do grupo dos excedentes que se organizou, inclusive com um site, é por que o governo não promove a imediata convocação destes aprovados, o que permitido pela lei. No site também consta um dossiê e um vídeo que foi preparado sobre a questão.
 
Dentre estes excedentes, está o santa-helenense Cleysson Johnny Coppini, que também espera o reconhecimento por parte da Direção de Pessoal da PF da necessidade da imediata convocação, como forma de preencher as lacunas deixadas pela falta de efetivo deste organismo tão importante. “O Brasil vai sediar a copa e outros grandes eventos nos próximos anos e faltam agentes na PF. Esperamos o reconhecimento dos nossos méritos alcançados em todas as etapas”, disse Johnny. “Somos mais de 200 excedentes e nos sobressaímos dentre mais de 100 mil inscritos”, ponderou Coppini.
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Já manifestei varias vezes o meu apoio aos excedentes de concursos públicos da área policial e sempre deixo aberto o espaço neste site para os candidatos que estão nesta condição e desejam divulgar suas lutas. Para quem critica os excedentes peço cuidado, pois quando estiver nesta condição saberá o quanto é injusto essa posição em alguns concursos policiais, os quais devem ser tratados de forma diferente de outros concursos públicos.  
Um sonho conquistado...

A história de sucesso de um aprovado no concurso PF 2012


 
Felipe é meu amigo e acompanhei sua luta pela conquista desta vaga. Inclusive, no começo de sua trajetória, estudamos juntos e sei que é merecedor desta conquista. Desejo sucesso absoluto a todos os candidatos que desejam a carreira policial por vocação, como o Felipe!

 
Uma luta incansável para quem está dentro...
 
Audiência Pública realizada para reestruturação das carreiras de Escrivães, Papiloscopistas e Agentes (EPAs) da Polícia Federal
 
08/11/2012
A Comissão do Trabalho de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados foi palco na manhã de hoje, 8, da audiência pública que tratou da reestruturação da carreira dos EPA´s na Polícia Federal. Durante o debate o representante do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, anunciou a retomada das negociações em torno reestruturação da carreira no dia 19 de novembro às 17h em uma reunião no MJ. A Comissão do trabalho designou os deputados Eudes Xavier (PT-CE); Policarpo (PT-DF) e Chico Lopes (PCdoB-CE) para acompanhar a negociação entre o governo e os policiais.
 
O presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), disse que a comissão dá total apoio à reinvindicação de reestruturação das carreiras da Polícia Federal. O deputado preside neste momento audiência pública sobre esse assunto.
 
Bala Rocha afirmou que o Ministério do Planejamento demonstrou boa vontade em negociar e que, por isso, acredita na possibilidade de um entendimento.
 
O deputado federal Mauro Nazif (PSB-RO) pediu que o Ministério do Planejamento suspenda imediatamente as remoções de servidores que participaram do movimento de greve da PF. " Essas remoções revelam uma clara perseguição aos policiais e sobretudo o rancor de quem administra a Polícia Federal".
 
O presidente da Fenapef Marcos Wink condenou o assédio moral dentro da Polícia Federal. O sindicalista afirmou que muitos gestores têm dificuldade de lidar com a democracia e com movimentos reivindicatórios, por isso querem colocar os policiais "de joelhos", mas não vão conseguir.
 
O presidente salientou a importância da participação dos parlamentares nas reuniões de negociação. Wink sugeriu que o deputado Protógenes (PCdoB-SP) proponha a CPI da Polícia Federal. "O que ocorre hoje dentro da PF é uma vergonha. São perseguições, terceirizações imorais e outras tantas questões que merecem ser investigadas por esta Casa", diz Wink.
 
Protógenes destacou que a partir desta quinta-feira, 8, começa a coleta de assinaturas.
 
MPOG - O secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse que neste ano não foram concluídos acordos somente com os agentes da Polícia Federal, mas com dez carreiras do serviço público, como servidores do Incra, do Banco Central e da Receita Federal. Segundo ele, as negociações com todas essas carreiras serão retomadas no início de 2013.
 
Ele advertiu que a mesa de negociações do Ministério do Planejamento tem também seus limites. "Uma reestruturação desse porte na Polícia Federal, que envolve redefinição de carreiras, precisa do convencimento das diversas áreas do governo, como o Ministério da Justiça e a direção da Polícia Federal", disse.
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Os EPAs estão dando um exemplo, para todos os policiais dos estados brasileiros, de luta sindical pela valorização da carreira policial. Que os novos policiais federais saibam somar esta luta ao invés de apenas acomodar ou só reclamar, como alguns antigos policiais das carreiras estaduais fadados ao interesse de alguns poucos policiais que ainda lutam por valorização.
Fontes: arquivo pessoal, Comissão dos Excedentes da PF2012, Fenapef

sábado, 3 de novembro de 2012

Reta Final na ANP - 40 dias...



Buenas pessoal!!!!

Como estão?? Como vão os estudos? Espero que estejam mantendo o foco... mantendo o gás. Sei que é difícil, mas como eu já disse: "Vale a pena!!". Pague o preço e terá a recompensa.

Infelizmente não estou postando com a frequência que gostaria, desculpem...

Aqui na Academia estamos entrando na reta final... pouco mais de 40 dias(41 para ser mais exato) para o fim do curso. Muitas provas pela frente, teóricas e práticas. O que já estava acelerado agora tende a ganhar mais velocidade. 

Aprendemos muito nesses dias que aqui estamos. Tive e tenho a grata felicidade de constantemente me surpriender com a excelência do que aqui nos é passado. Mesmo sabendo que nenhum curso é capaz de preparar um aluno para 100% das adversidades/atividades que futuramente ele vai enfrentar/desempenhar, temos a certeza de que aqui isso foi tentado.  

O empenho em nos preparar para nossa vida como policial é incondicional. Vemos isso em tudo e em todos. Desde os policiais mais novos que nos ministram as instruções, como nos "antigões", que já poderiam estar aposentados, mas amam a polícia de tal forma que fazem questão de nos ajudar. 

Muitos de nós que estamos aqui na ANP, buscando uma chance de contribuir com a justiça, buscando combater os criminosos e melhorar nossa nação, vibram com o entusiamos dos professores e intrutores, com o profissionalismo com que esses mestres desempenham sua função.

Se o seu sentimento é "de um dia poder fazer a diferença", aqui esse sentimento é potencializado. Melhor, aqui ele é semeado de verdade, está em constante crescimento e com certeza um dia dará muitos frutos.

Mudando um pouco de assunto, a saudade do "meu Rio Grande" é grande por demais... rs. Saudade de minha família, minha esposa e meus filhos... esse com certeza é o maior dos obstáculos que enfrento aqui.

Mas sei que logo terei saudade da ANP, dos amigos, dos colegas, dos irmãos que aqui encontrei. 
Quando estiverem aqui, lembrem-se de viver essa fase intensamente. É o que eu faço. Quando bate o cansaço ou a saudade aperta muito, costumo lembrar que: "É uma honra e um privilégio estar aqui na ANP". Espero que todos um dia pensem a mesma coisa.

Por isso, ESTUDEM.... TREINEM.... É possível, e vale muito a pena... hehe...

Valeu pessoal!! Grande abraço.

Ps.: Se alguém tiver alguma dúvida específica sobra a ANP poste aí nos comentários, que na medida do possível, eu respondo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

88 policiais mortos em São Paulo: a verdade


O que está por trás dos atentados do PCC em São Paulo

02/11/2012 - por Laura Diniz 
A guerra velada que estourou entre policiais e criminosos nas últimas semanas em São Paulo tem origem em duas mudanças. A primeira foi a troca de comando na Secretaria de Segurança Pública paulista, em março de 2009. Ao assumir a pasta, o ex-promotor de Justiça e ex-oficial da Polícia Militar Antonio Ferreira Pinto fez uma faxina na cúpula da Polícia Civil, então às voltas com escândalos de corrupção, e definiu o combate ao crime organizado como uma de suas prioridades. Para isso, integrou os vários departamentos de inteligência - o da polícia Civil, o da Militar e o da Secretaria de Administração Penitenciária, que monitora os presos - e elegeu a Rota como a tropa que o ajudaria a efetivar seu plano. Grupo de elite da PM paulista, a Rota não tem uma região de atuação específica - então, pode ser acionada para agir em determinado crime ou para executar operações previamente planejadas. Sua primeira operação sob o comando de Ferreira Pinto, em abril de 2009, resultou na prisão de dezoito bandidos da facção criminosa PCC. Assim como a escolha de Ferreira Pinto para o comando da secretaria, a união de esforços entre as polícias foi uma mudança positiva - aumentou a eficiência da repressão ao crime em geral e às ações do PCC em particular. Mas cobrou o seu preço.

 Da parte da Rota, houve comprovados abusos, como na operação feita em maio deste ano em uma favela na Zona Leste de São Paulo. Nela, um criminoso do PCC, já rendido, foi executado às margens da Rodovia Ayrton Senna, conforme investigação da polícia (os policiais acusados pelo crime estão presos). O episódio serviu de pretexto para que lideranças menores do PCC ordenassem a matança de policiais. "Se for executado um (integrante do bando) será executado 2 policial (sic)", dizia um dos bilhetes vindos de criminosos que passaram a circular em favelas da Zona Sul de São Paulo. Numa delas, a de Paraisópolis, a polícia encontrou na semana passada um conjunto de papéis supostamente pertencentes ao PCC. Eles incluíam uma lista com o nome e a rotina de quarenta policiais, prováveis alvos do bando.

Até agora, as investigações apontam que os maiores líderes do PCC, como o detento Marcos Willians Camacho, o Marcola, não têm envolvimento nos crimes. Há tempos a facção criminosa deixou em segundo plano a prática de extorquir presos para se dedicar à muito mais lucrativa atividade do tráfico de drogas. Marcola e companhia sabem que o tumulto prejudica os negócios. E reside aí a certeza de especialistas de que a onda de assassinatos de policiais está prestes a ceder. O PCC visa ao lucro. A guerra traz prejuízo. Sendo assim, em breve seus líderes deverão ordenar um recuo. A polícia, mesmo tendo perdido 88 dos seus desde o início do ano, não fará o mesmo.
Fonte: Veja.Abril