quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Área policial com mais de treze mil vagas abertas


16 concursos na área policial somam 13.705 vagas na virada do ano: veja lista

26/12/2012 - do G1/SP
Pelo menos 16 concursos na área policial somam 13.705 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade, nos estados de Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal. Somente no Paraná são 5.264 para policiais e bombeiros. Os salários chegam a R$ 9.205,56 na Polícia Civil de Goiás.
 
 Em Minas Gerais são 2.800 vagas divididas em quatro editais em cargos de nível médio e superior. Já em São Paulo são 1.588 vagas em seis editais em cargos de todos os níveis de escolaridade.
 
 Nesta semana está previsto o encerramento das inscrições no Corpo de Bombeiros de São Paulo, Polícia Civil de São Paulo, Polícia Militar de Goiás, Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e Polícia Militar de Minas Gerais.

Veja abaixo os concursos públicos com inscrições abertas ou para começar:

Instituição/Órgão Vagas Salário máximo          Edital
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais
830 R$ 3.541,00          veja edital
Corpo de Bombeiros de São Paulo     314 não informado          veja edital
Polícia Civil de Goiás     753 R$ 9.205,56          veja edital
Polícia Civil de São Paulo (1)     433 R$ 2.758,34          veja edital
Polícia Civil de São Paulo (2)     244 R$ 2.758,34          veja edital
Polícia Civil de São Paulo (3)     103 R$ 6.709,32          veja edital
Polícia Civil de São Paulo (4)     391 R$ 2.278,05          veja edital
Polícia Civil de São Paulo (5)     103 R$ 2.848,36          veja edital
Polícia Militar do Distrito Federal     1.000 R$ 4.306,79          veja edital
Polícia Militar do Espírito Santo     1.100 R$ 2.421,76          veja edital
Polícia Militar de Goiás     1.180 R$ 6.503,07          veja edital
Polícia Militar de Mato Grosso do Sul      20 R$ 5.102,62          veja edital
Polícia Militar de Minas Gerais (1)     95 R$ 6.890,22          veja edital
Polícia Militar de Minas Gerais (2)     1.760 R$ 3.182          veja edital
Polícia Militar de Minas Gerais (3)     115 R$ 5.446,80          veja edital
Polícia Militar do Paraná     5.264 R$ 3.225,99     veja edital

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal policial! Próspero Ano Novo!


 
Amigos da Saga Policial, conhecemos o quão árduo é o processo para ingressar nos quadros da polícia. São muitas horas de estudos, de treinamento físico e de suor derramado em prol de um objetivo nobre e pouco reconhecido. Só pessoas com muita raça e determinação, como todos nós, vencem esse processo e podem, ou poderão, ostentar a insígnia da polícia no peito, com honra e fé. Parabéns aos vencedores de 2012 e força aos que continuam na saga da aprovação em 2013!
 
O policial é um obreiro da justiça e em 2013 continuaremos na luta pela divulgação do trabalho policial e por um melhor reconhecimento dessa divina profissão.

Desejamos um 2013 repleto de vitórias nas batalhas dos concursos policiais e na luta diária da profissão policial, bem como na vida pessoal.

Segue um vídeo de mensagem de natal para reflexão de todos!!

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Mensagem aos policiais civis do RJ

Foto tirada na Acadepol/RJ

PCERJ 2013: o ano da visão

23/12/2012
Neste fim de 2012 escrevo sobre a instituição que faço parte e que tenho orgulho de trabalhar: a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a polícia judiciária mais antiga do Brasil! 
O ano de 2012 foi um ano de ensinamentos para nós, além de ter sido o ano da mordaça e da cegueira. 
Em 2012 nosso sindicato foi calado pela “bandeira da politicagem”, pelos “pelegos” que agarram e mamam durante décadas nas tetas do poder e da política. 
Só para lembrar, este sindicato que escrevo é o que organizou a famosa “Operação cumpra-se a lei”, que só não deu mais certo devido a falta de apoio dos próprios policiais civis, os quais foram sabotados pela “bandeira dos pelegos”. Mas essa manifestação mostrou a força que os policiais civis possuem e o medo que isso causa a alguns. Foi um marco na história da PCERJ. 
Só para lembrar, este sindicato que escrevo é o que conseguiu, após muito custo, o aumento do auxílio alimentação, e só não conseguiu mais porque foi amordaçado. Relembre a cópia de despacho do Governador Sérgio Cabral sobre o vergonhoso auxílio alimentação:
 
Despachos do Governador
EXPEDIENTE DE 27 DE JULHO DE 2011
PROCESSO Nº 03/PCERJ/1700/ 0901/2011 - AUTORIZO o aumento do valor unitário do auxílio alimentação pago aos Policiais Civis, de R$ 8,00 (oito reais) para R$ 12,00 (doze reais), a partir do mês de julho de 2011, de acordo com a Nota Técnica de fls 05, nos termos do Processo nº CI/0901/1700/2011.
 
Só para lembrar, este sindicato que escrevo é o que enviou na data de 05/02/2012, emendas ao projeto de lei que altera o quantitativo de cargos por classe na carreira de Inspetor de Polícia (Projeto de Lei 1.186/2012), o qual foi aprovado e melhorou as promoções.
 
Só para lembrar, este sindicato que escrevo é o que idealizou e realizou o Projeto de Reenquadramento de Cargos, Classes e Índices, o qual está nas pautas de análise do Governo Estadual, mas sem a força do sindicato para fazer ser aprovado, pois este está amordaçado. 
Só para lembrar, este sindicato que escrevo é o que pediu, brigou e conseguiu parte da reforma da Resolução SESP 318/2000, para impedir o corte da Gratificação do Programa Delegacia Legal para o policial civil em gozo de licença-saúde, licença para tratar de pessoa da família, licença-prêmio e licença-maternidade.
 
Só para lembrar, este sindicato que escrevo é o que fez greve em prol da melhoria para a segurança pública e quando a greve se transformou em palanque para figuras políticas carimbadas e começou a baderna, teve a coragem de sair sozinho da greve, enfrentando tudo e todos em nome da ordem e da justiça, pois nossa única bandeira é a valorização policial. 
Só para lembrar, este sindicato que escrevo é o que realizou outras várias ações em prol dos policias civis do Rio de Janeiro e que foi proibido de continuar funcionando. 
Aviso que existe uma luta sendo travada para que ele continue.
Tudo dentro da ordem judicial, a qual possui uma “bandeira política” muito forte.
Pergunto: a quem interessa calar esse sindicato?
Afirmo: policial, não desista e lute por sua valorização! Procure saber o que está acontecendo, participe e ajude!
 
O ano da mordaça está acabando. Aos policiais cegos, os quais ficam chorando pelos vinte reais de desconto do nosso sindicato amordaçado, saibam que “A inteligência é feita por um terço de instinto - um terço de memória - e o último terço de vontade (Carlo Dossi)”.
 
Um feliz 2013 aos verdadeiros policiais civis do Rio de Janeiro e prosperidade ao nosso sindicato!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tática militar para concursos públicos


Tática militar pode fazer a diferença na guerra dos concursos

Sudeste Asiático. Período de 1955 a 1975. As seguidas batalhas no Vietnã contrapõem os principais personagens da chamada Guerra Fria: Estados Unidos e a extinta União Soviética. Confrontos ideológicos e perdas humanas à parte - estima-se um número de até dois milhões de mortos -, um militar norte-americano chama a atenção por sua intervenção, considerada fundamental para a qualificação do força área de seu país. Trata-se de John Boyd, cujas contribuições à ciência da Estratégia são difíceis de subestimar. Começando seus estudos com o desempenho de pilotos americanos que participavam daqueles combates, ele observou que o que diferenciava os melhores dos piores era a capacidade de analisar uma situação, tomar decisões e executar suas ações mais rápido que seus oponentes. O modo de se portar dos pilotos influenciava a capacidade de alguém ser eliminado ou voltar para casa vitorioso. Tudo isso foi resumido em uma simples palavra: OODA.

Corte na linha do tempo. Novembro de 2012. O conceito desenvolvido por John Boyd é tema de artigo de Fábio Zugman, paulistano de 32 anos, professor universitário, doutorando em Administração pela FEA-USP e Mestre em Administração pela UFPR. Em seu texto, o acadêmico transporta a tese de OODA para o ambiente do mundo do trabalho. A pedido da FOLHA DIRIGIDA, o faz, numa segunda versão, especificamente para o universo dos concursos públicos. Essa seleções constituem verdadeiras 'batalhas', nas quais os concurseiros, investidos no papel de soldados, partem em busca de conquistas de territórios na própria carreira. Os confrontos, por vezes, são duros. Os oponentes, milhares. Centenas deles tombam pelo caminho...

"A sigla OODA significa Observar, Orientar, Decidir e Agir. Segundo nosso querido coronel, a habilidade de passar por esse ciclo diferencia o tamanho do fracasso. Um piloto deveria então OBSERVAR a situação em que se encontrava. ORIENTAR-SE - filtrar as informações relevantes para o momento. DECIDIR - optar por um curso de ação - e AGIR - executar o curso planejado. Pilotos capazes de fazer tudo isso rapidamente poderiam vencer entrando no ciclo de seus inimigos, agindo mais rapidamente e reorientando suas ações, enquanto seus alvos, ainda presos a uma ação passada, tentavam entender o que havia acontecido", aponta o professor.

Fábio garante que John Boyd não se limitou à área de batalhas aéreas. Ele via o OODA como um modo de pensar, tanto que realizou palestras e apresentações sobre suas ideias, e se baseou em muitos filósofos e outros estudiosos da natureza humana além de comandantes militares. Além disse, vários outros autores se basearam nele, de propósito ou até sem saber que esse princípio surgiu nesse contexto militar. "O OODA é uma ótima ferramenta para nos ajudar a analisar e focar na situação. Alguém perturbado pelas pressões exteriores, tão comuns aos concurseiros, pode observar o que exatamente está incomodando, ver como sua orientação está agindo, decidir agir de modo diferente e, por fim, optar por uma linha de ação que o aproxime de um bom resultado. Partindo deste processo reflexivo, você pode planejar melhor seu ambiente, seus estudos e até as informações que opta por olhar em um determinado momento".

Participar de um concurso, em certa medida, é como disputar uma ‘guerra’, estando o candidato cercado por rivais, seus concorrentes às vagas. Neste sentido, quais outras ‘táticas’ de combates poderiam favorecer os concurseiros, especialmente aqueles que sofrem em demasia exatamente pela alta carga de competição do processo? Como olhar para si mesmo, avaliar seu desempenho, seus acertos, dificuldades, erros e traçar o melhor e mais seguro plano de voo?

"A competição nem sempre é ruim. Apesar de muitas vezes reclamarmos dela, é a competição que nos faz realizar aquele esforço cada vez maior para sermos melhores do que somos hoje. O que John Boyd quis ensinar com o OODA é que a vitória em uma competição não depende de quem tem os melhores equipamentos ou recursos. A vitória é alcançada através de uma boa postura mental, foco, e realização de ações que te deem vantagens em relação à competição. Os ciclos do OODA nos ensinam que não há uma grande vantagem contra a concorrência, mas sim o acúmulo de pequenas vantagens ao longo do tempo que nos tornam melhores ou piores. Nisso, alguém que consegue se programar melhor que a concorrência, perder menos tempo tanto na parte dos estudos quanto na realização de provas, manter a cabeça limpa de outras influências, com certeza se sairá melhor que outros que tenham processos mentais menos claros", explica Fábio Zugman, autor de diversos livros, como O mito da criatividade (Elsevier, 2008), Empreendedores esquecidos (Elsevier, 2011) e Criatividade sem segredos (Atlas, 2010).

No aspecto geral, a conduta do OODA defende que as pessoas adotem os seguintes procedimentos: passo número um: pare. Tire um dia, uma hora, um momento, mas pare. Parou? Ótimo. Agora observe a situação em que você se encontra. Você pode avaliar sua vida pessoal, profissional, sua empresa e até o conjunto da obra, mas apenas observe. Retire-se da situação e encare suas ações, as de outras pessoas e participantes do mercado e tente entender o que está acontecendo. Agora, oriente-se. Quais informações você precisa ter para decidir? O que está te atrapalhando? Com o que vale e com o que não vale a pena se preocupar? Com base nas respostas, decida o que fazer. Simples assim. Após observar e orientar, você tem que decidir. Pare de enrolar. Se houvesse realmente um avião armado vindo em sua direção você não iria ficar sentado pensando. Por último, a ação. Faça alguma coisa. Se não souber o que fazer, faça qualquer coisa, por menor que seja. O importante é agir o mais rápido possível. Sair da zona de conforto, deixar de ser um patinho sentado no meio do radar do inimigo e começar a mudar sua situação.

Tudo muito bom, tudo muito bem, ao menos na teoria. Mas, como executar essas ações num cotidiano em que quase todos estão estressados, cansados, espancados pela concorrência e perdidos, sem saber o que fazer? "É exatamente ao contrário. Imagine que o OODA foi proposto em um contexto militar, em que pode haver um míssil vindo em sua direção e há somente alguns segundos entre a vida e a morte. Diante disso, os meses que as pessoas geralmente têm para se preparar para uma prova ou qualquer outra mudança parecem uma eternidade. Quem reclama de 'falta de tempo', na maioria das vezes, possui um grande problema de falta de organização, de foco e de objetivos claros. Tudo isso pode ser conseguido se a pessoa passar a observar a situação em que se encontra, questionar o que está fazendo, se orientar e ver o que realmente importa. Muita gente liga o 'piloto automático' na vida, simplesmente deixando as coisas acontecerem... Por isso é vital desenvolver a capacidade de decidir o que fazer e assumir a responsabilidade por tais decisões, que serão mais acertadas e rápidas se baseadas no conceito do OODA", conclui Fábio.
E aí piloto? O curso definido está certo ou é chegada a hora de refazer a rota?
Fonte: FD

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PF: STF confirma reserva de vagas para deficientes ..!!!

 

CONCURSO SEGUE SUSPENSO
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a Polícia Federal (PF) deverá, sim, reservar vagas para pessoas com deficiência no concurso para 600 vagas de escrivão, delegado e perito. A ministra, que é a relatora do caso, confirmou a liminar por meio da qual a seleção foi suspensa há cinco meses, reconhecendo a validade do concurso, desde que seja incluída a reserva de vagas para deficientes. Dessa forma, para dar sequência à seleção, a PF terá que retificar os editais e reabrir o prazo de inscrições, ao menos, para pessoas com deficiência. O departamento ainda não se manifestou sobre a decisão.

A íntegra da decisão, proferida no último dia 28 e que ainda não consta no site do STF, foi divulgada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que ingressou como parte na Reclamação 14.145, no âmbito da qual foi deferida a liminar que suspendeu o concurso. Conforme consta na decisão, Cármen Lúcia concordou com a alegação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, autor da reclamação, de que a publicação dos editais do concurso, sem reservar vagas para deficientes, descumpriu decisão de março deste ano, da própria ministra, nos autos da Reclamação 676.335.

Cármen Lúcia ressaltou que a Constituição Federal assegura o direito das pessoas com deficiência de participarem de concurso público nos termos e nas condições estabelecidas em lei. “Cabe, portanto, à Administração examinar, com critérios objetivos, se a deficiência apresentada é, ou não, compatível com o exercício do cargo, ou da função, oferecido em edital, assegurando a ampla defesa e o contraditório ao candidato, sem restringir a participação no certame de todos e de quaisquer candidatos portadores de deficiência, como pretende a União”, avaliou a ministra.

A Advocacia-Geral da União (AGU) que defendia a revogação da liminar, sustentava que há compatibilidade constitucional na ausência de reserva de vagas, em função da natureza das atribuições dos policiais federais. Com a decisão da ministra, a discussão deverá ser em torno da adequação ou não do concurso às necessidades dos candidatos deficientes, especificamente com relação aos testes físicos e ao curso de formação.



Fonte: Folha Dirigida -- Última Atualização - 05/12/2012.

Desvalorizar a Polícia Civil é criar o caos!


Informações de policias civis amigos da saga policial indicam que um dos motivos pelo aumento de violência em São Paulo seria o sucateamento da Polícia Civil daquele Estado em detrimento da valorização da Polícia Militar. Realmente houve queda do apoio governamental ao serviço investigativo da Polícia Civil paulista e aumento na valorização da PM. Isso refletiu na violência? Não sei. Só sei que a reportagem abaixo serve como exemplo para outros estados brasileiros repensarem o papel da Polícia Civil, pois tudo indica que uma desvalorização dos policiais civis é diretamente proporcional a falta de controle das ações de grupos criminosos. Como diz um amigo meu: “depois os governos ficam correndo atrás do prejuízo e com cara de bunda”: como é evidente na matéria abaixo. E isso serve principalmente para estados que possuem grupos criminosos fortes, como o Rio de Janeiro. Depois vai ficar com cara de bunda... E não adianta esconder os acontecimentos, pois uma hora se torna um caos igual São Paulo nos dias de hoje! Ou pior...


Polícia Civil de SP: Estudo apontará investimentos. Haverá plano de carreira e salários

Do Jornal Cruzeiro do Sul
110123_1O recém-empossado delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, disse ontem durante entrevista coletiva em Sorocaba que definirá em cerca de 60 dias as mudanças e investimentos a serem feitos tanto em pessoal como em material na Polícia Civil. Na intenção de motivar os policiais implantará um plano de cargos de carreira e salários, além de coibir o assédio moral aos subalternos. Sobre a reimplantação dos Distritos Policiais no Jardim Vera Cruz (9ª DP), Barcelona (10ª DP) e Jardim São Guilherme (11º DP), afirmou que a destinação de recursos e materiais será definida em todo o território estadual após visita aos nove Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinters). Ele atendeu a imprensa às 15h na sede do Deinter 7, no Jardim América, ao lado do delegado que dirige o Deinter 7, Weldon Carlos da Costa. Descartou alterações no comando da Polícia Civil em Sorocaba de imediato.
Lembrou que esteve durante dez anos em Sorocaba e conhece as necessidade da região. A exemplo dos demais Deinters, irá pedir ao responsável pelo da região de Sorocaba, Weldon da Costa, um planejamento de tudo o que já foi feito, de que forma e o que será feito, do que é necessário, principalmente em recursos humanos. “O Weldon mostrará o que fez de melhor possível e terá que mostrar como fará”, disse Blazeck. Afirmou que Sorocaba precisa de bom planejamento, principalmente para os plantões policiais, já que a cidade cresce ao ritmo de 30 mil novos habitantes ao ano.
Tais planejamentos serão solicitados durante visitas aos nove Deinters em todo o Estado. As visitas estão previstas para o mês de janeiro, quando também decidirá quais mudanças serão colocadas em prática, tanto em relação aos policiais quanto em relação a investimentos em materiais e equipamentos. “Conversei com o secretário (de Estado de Segurança) e agora é ouvir absolutamente tudo, falar o necessário, e trabalhar muito”, declarou Blazeck. Quando concluídos os trabalhos de levantamentos nos Deinters, providenciará o planejamento de recursos pessoal e financeiro. A partir de então terá definido o quanto de recursos destinará para toda as Delegacias Seccionais, em policiais, viaturas, armas, munições, coletes e outros equipamentos. “Não se planeja da noite para o dia”, disse o delegado-geral.
Nas delegacias e plantões, ele afirmou que além do plano de cargos e salários exigirá respeito com os policiais, tanto da população quanto de seus chefes. “Os funcionários têm que ter paz de espírito, se na base estiver insatisfeito com o superior, isso será refletido na sociedade”, afirmou. Segundo Blazeck, os policiais já trabalham sob estresse e não há ser humano que dá conta do estresse da profissão somado ao gerado pela falta de respeito, tanto da sociedade como dos policiais com os seus subordinados.

Crise
Há cinco dias atuando como delegado-geral da Policia Civil, Blazeck, afirmou que a missão é controlar a crise. “Crise não se resolve, se controla”, declarou. Destacou que tanto o policial civil como o militar precisam estar preparados para esse enfrentamento a qualquer momento. Para isso, em todo o Estado está sendo feito um trabalho de inteligência para a integração da Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Polícia Científica, o que considera essencial.
Sobre os ataques aos ônibus urbanos em Sorocaba e Votorantim, declarou que em qualquer lugar do mundo, quando uma facção criminosa começa a agir, também existem ações geradas por outras motivações que surgem aproveitando do momento.
Afirmou que quase cem policias militares foram mortos e outros cerca de cem policiais civis por conta dos ataques da facção criminosa e o Departamento de Homicídios da capital está aprofundada nesses trabalhos – 60 desses casos estão praticamente esclarecidas, com 20 mandados de prisões que já foram ou estão sendo cumpridos.
[Foto: Reprodução/ Jornal Cruzeiro do Sul]